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Trabalho conjunto

Casal procurado pela Interpol é preso em Corumbá

Eles são suspeitos de terem matado uma menina de apenas oito anos no Equador

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As polícias Civil de Mato Grosso do Sul e Federal prenderam em Corumbá um casal de equatorianos suspeitos pela morte de uma criança de apenas oito anos. A ação teve início após a senhora Letícia Amanda Pombar Balarezo (equatoriana de 36 anos), que parecia estar extremamente amedrontada, ter pedido socorro a uma funcionária de uma agência bancária na Cidade Branca por meio de um bilhete.

A mensagem continha os dizeres “estoy en peligro” (estou em perigo). Preocupada com a situação, a funcionária do banco tentou extrair mais informações da mulher. Letícia aproveitou enquanto seu companheiro (Gabriel Eduardo Gonzalez Moya, equatoriano de 39 anos) estava distraído utilizando os serviços no banco e contou rapidamente à bancária que ele teria matado a filha dela (a criança Mel, de oito anos de idade) no Equador, bem como teria a sequestrado e a trazido para o Brasil junto do filho dele (G.G.F.), de nove anos de idade, mostrando à bancária algumas fotos do que pareciam ser notícias sobre aquele crime, nas quais Gabriel Eduardo aparecia como suspeito.

Imagem do bilhete escrito por Letícia (Foto: PCMS)

A bancária repassou as informações a um delegado da Polícia Civil, que, ao perceber a potencial gravidade dos fatos, imediatamente passou a realizar diligências e verificou que Gabriel Eduardo era, de fato, suspeito pela morte de sua enteada.

A partir daí, iniciou-se uma intensa cooperação entre as polícias Civil, Federal e autoridades equatorianas, o que culminou na prisão de Gabriel na quinta-feira (11), detido em flagrante delito por violência doméstica, e na publicação dos nomes dele e também de Leticia Amanda na lista de difusão vermelha da Interpol (lista com ordens para prisões internacionais), após ter sido constatado que ela também era suspeita pela morte de sua própria filha.

O desfecho veio na tarde de ontem(13), com policiais federais cumprindo a ordem de prisão da equatoriana, proferida pelo Supremo Tribunal Federal, após pedido feito diretamente à corte suprema pelo Escritório Central Nacional da Interpol no Brasil.

O casal preso estava foragido da justiça do Equador há cerca de um mês em razão da suspeita pela morte da criança Mel, que, no fim de setembro, deu entrada com fratura do crânio em um pronto-socorro da cidade equatoriana de Santa Helena. Após passar 20 dias internada em estado de coma, a criança não resistiu e acabou morrendo, e o crime ganhou repercussão no país vizinho.

Os policiais envolvidos enalteceram o trabalho em conjunto, que contou com a participação de vários delegados e agentes das polícias Civil e Federal, além de autoridades equatorianas, e resultou na prisão de procurados internacionais, o que provavelmente não teria ocorrido sem a cooperação entre as instituições.

Agora, o casal permanecerá à disposição do STF, aguardando os trâmites do processo de extradição.

(Com informações da assessoria da PCMS)

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