O Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) apresentou, nesta segunda-feira (03), um balanço com as principais operações de 2021.
Confira, abaixo, quais foram os principais destaques operacionais do ano passado:
- Operação Porto de Areia: a operação Porto de Areia foi desencadeada no dia 19 de janeiro do ano passado, e resultou na prisão preventiva de líder de organização criminosa especializada em fraude contra seguros. No mesmo ato, foram cumpridas um total de 08 mandados de busca e apreensão em residências e empresas envolvidas no delito, desmantelando um esquema de fraude em recebimento de indenização e seguro, resultando na arrecadação de mais de 20 veículos, na grande maioria com adulterações em seus registros, juntamente com vasta documentação que materializaram o crime;
- Operação Ícaro: apreensão, em 17 de abril, de uma aeronave avaliada em R$ 4 milhões;
- Operação Campo Limpo: deflagrada no dia 06 de maio, cumpriu mandados judiciais de busca e apreensão. A ação teve como objetivo garantir o patrimônio e a segurança dos produtores rurais, trabalhadores e população que reside ou trabalha no campo e, coordenada pelo DRACCO, contou com o apoio técnico da IAGRO - Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal e Vigilância Sanitária para aferir a regularidade sanitária das propriedades vinculadas às pessoas suspeitas;
- Operação 404.3: deflagrada no dia 8 de julho de 2021, em repressão aos crimes praticados na internet contra a propriedade intelectual, conhecida popularmente por pirataria. Dois mandados de busca e apreensão em residências de bairros de Campo Grande foram cumpridos, apreendendo computadores e materiais de informática, bem como, suspendendo oficialmente o acesso dos canais de internet transferindo o controle dos domínios de sites específicos e bloqueando os acessos. Os policiais puderam identificar outros ilícitos, e ainda suspendeu oficialmente o de sites e aplicativos de streaming ilegal de conteúdo, desindexando os conteúdos em mecanismos de busca e ainda removendo perfis e páginas em redes sociais;
- Operação Avarum: em 18 de agosto de 2021, o DRACCO desencadeou a operação denominada “Avarum” em torno de um policial militar da reserva, de 57 anos, que operava ocultando bens e branqueando ativos obtidos ilicitamente através de rede criminosa envolvendo empresas de fachadas e rede de apoio de familiares para a Lavagem de Dinheiro para dissimular ganhos fraudulentos em torno de agiotagem. Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas residências e empresas ligadas ao investigado. Além disso, foi solicitada a indisponibilidade de bens móveis, imóveis, bem como o bloqueio de contas bancárias de sete pessoas e duas empresas, todos deferidos e ordenados judicialmente pelo juízo da 4ª Vara Criminal. Os veículos constantes em nome dos investigados foram bloqueados junto ao DETRAN e restaram arrecadados e apreendidos junto ao DRACCO;
- Operação Dark Money: dividida em duas fases, a operação Dark Money mirou servidores públicos que atuaram no alto escalão do executivo municipal no exercício de 2019/2020, bem como, empresários e empresas com envolvimento explícito no esquema criminoso;
- Operação Hórus: foco da operação é combater o crime organizado na faixa de fronteira, mormente no que se refere a tráfico de entorpecentes. A operação tem caráter permanente e faz parte do Programa VIGIA/Ministério da Justiça, que atua por meio de diversos pontos de bloqueio fixos e móveis nas faixas de fronteiras e divisas estaduais que conta com a participação do DRACCO;
- Operação NARCOBUNKER: apreensão de mais de 400kg de cocaína escondida em BUNKER - No dia 31 de agosto de 2021, no curso das diligências investigativas de combate à criminalidade organizada ligada ao narcotráfico, realizadas no bojo da Operação Hórus do Ministério da Justiça, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio do DRACCO - Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado - passou a monitorar um suposto ponto de armazenamento de drogas localizado numa edificação em construção e inabitada, situada na Rua Ana Rosa Castilho Ocampos Bairro Montevidéu, em Campo Grande.