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Mãe que enterrou filha viva é condenada a 39 anos de prisão

Crime aconteceu após vítima contar sobre abusos do padrasto

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O Tribunal do Júri de Três Lagoas condenou nesta quarta-feira (12) a cabeleireira Emileide Magalhães, de 31 anos, a uma pena de 39 anos, 8 meses e 4 dias de reclusão, por homicídio quadruplamente qualificado, pelo assassinato da própria filha, Gabrielly Magalhães de Souza, de 10 anos. 

A sentença foi assinada pelo juiz Rodrigo Pedrini Marcos, que definiu que a pena será cumprida em regime fechado, inicialmente, sem possibilidade da ré recorrer em liberdade.

O caso aconteceu em março do ano passado, em Brasilândia. Emileide entrou em contato com a Polícia Civil do município para informar o desaparecimento da filha após ter sido deixada em uma praça por seu outro filho. Porém, após algumas horas, entrou em contato para confessar o crime.

Segundo informações da Polícia Civil, a causa da morte da criança foi asfixia mecânica por compressão do tórax. 

Emileide enterrou a filha após achar que estava mortaEmileide enterrou a filha após achar que estava morta

O irmão da vítima informou que a mãe ficou com raiva por a menina ter dito que estava sendo abusada sexualmente pelo padrasto. O adolescente contou que a mãe chamou os dois para saírem de carro e que parou em uma estrada fora da cidade e começou a agredir a filha e depois a matou. Obrigando-o a ajudar a ocultar o cadáver e comunicar, falsamente, o desaparecimento.

Uma testemunha contou à Polícia que a menina já havia contado sobre os abusos em outras ocasiões, uma delas em 2019.

Emileide foi denunciada por homicídio quadruplamente qualificado, por motivo torpe, por meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e também para assegurar a impunidade de outro crime, além de corrupção de menores e falsa comunicação de cime.

 

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