Fraudes bilionárias
Ela ajudou a manter o esquema fraudulento do 'Faraó da Bitcoin', preso ano passado
Uma advogada, responsável pela administração de uma empresa que atua no ramo de criptomoedas, foi presa pela Polícia Federal nesta quinta-feira (3) em Campo Grande. A ação faz parte da Operação Valeta, terceira fase da Kryptos, que tem como objetivo desarticular organização criminosa responsável por fraudes bilionárias envolvendo moedas digitais.
Conforme divulgado pela PF, em conjunto com o GAECO/MPF, cerca de 20 policiais deram cumprimento a um mandado de prisão preventiva e a cinco mandados de busca e apreensão, no Mato Grosso do Sul e em São Paulo. Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e decorreram de um esforço conjunto entre a Polícia Federal e Ministério Público Federal.
A advogada, presa em Campo Grande, era responsável pela administração de duas empresas sediadas na Capital e desenvolvia o papel de intermediar a movimentação financeira entre a principal empresa investigada na Kryptos e empresas estabelecidas no exterior.
Conforme foi apurado, a conduta da investigada possibilitou a continuidade das atividades ilícitas desenvolvidas pela referida empresa, mesmo após a deflagração da primeira fase da operação. Também foi constatado que essa atividade de intermediação das movimentações financeiras ilícitas se intensificou após a deflagração da primeira fase, em agosto do ano passado.
Ela também foi o responsável pela criação de uma corretora de criptoativos, concebida possivelmente com o intuito de dificultar a ação de bloqueio e, posteriormente, confisco dos valores movimentados pelo esquema criminoso pela polícia.
Os investigados poderão responder pela prática dos crimes de emissão ilegal de valores mobiliários sem registro prévio, organização criminosa e lavagem de capitais. Se condenados, poderão cumprir pena de até 22 anos de reclusão.

Faraó dos Bitcoins
Segundo o Jornal Midiamax, a primeira fase da Operação Kryptos resultou na prisão de Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó do Bitcoin. Foram apreendidos mais de R$13 milhões em espécie, 591 moedas digitais - avaliadas em R$115 milhões - e carros de luxo.
Ao menos 16 pessoas atuavam com o conhecido como ‘Faraó do Bitcoin’, que ainda é investigado por ser mandante da morte de um investidor concorrente.
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