Gameleira
Ontem (3), o juiz corregedor dos presídios de Campo Grande, Albino Coimbra Neto, determinou à Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) o uso de câmeras corporais pelos agentes penitenciários do Centro Agroindustrial da Gameleira, na Capital.
Segundo o magistrado, a iniciativa pretende ser um divisor de águas, pois, a partir do uso desta tecnologia, será possível acompanhar, por imagens, tudo o que acontece no presídio. A medida levou em consideração o exemplo do estado de São Paulo, que adotou em fevereiro de 2021 as câmeras corporais para uso de sua corporação militar. Os equipamentos são acoplados aos uniformes dos policiais e as imagens são transmitidas em tempo real para uma central responsável pelo armazenamento e manejo das mídias geradas.
Denominado de 'olho vivo', o programa paulista tem sido muito exitoso, auxiliando na produção de provas dos fatos ocorridos nas abordagens. A adoção de medida semelhante em MS trará também robustez à produção de provas de fatos ocorridos dentro do estabelecimento penal da Capital, que abriga mais de mil presos, garantindo transparência nos procedimentos e assegurando os direitos tanto dos internos quanto dos agentes em sua atuação junto à massa carcerária.
Os equipamentos serão adquiridos com os valores arrecadados do desconto de 10% da remuneração dos presos que trabalham, via convênio em Campo Grande.
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