Ousado
Normalmente eles tentam aplicar o "golpe no pix"
Quem não conhece alguém que já teve número de celular clonado, foi vítima de golpe por telefone ou, teve o nome e imagem usados por estelionatários? A situação tem sido comum e é crime.
Na maioria das vezes, os criminosos começam uma tentativa de golpe se apresentando como alguém da família e dizendo que está com número novo. Como o golpista usa foto da pessoa ou algo relacionado ao dia dia dela, fica difícil de não acreditar e, para não ser mais uma vítima de estelionatários, é preciso estar atento.
E na tarde dessa terça-feira (16), quem estava bem atenta era a professora de Campo Grande, Luciebe da Costa Félix, de 56 anos. Ela recebeu uma mensagem, com foto relacionada ao filho. A conversa começou assim:
- Oi mãe. Sou eu. O L... Agenda meu número novo.
Por alguns segundos, Lua, como é chamada, acreditou que realmente o filho tivesse mudado o número do telefone e chegou a mandar áudio questionando a veracidade. No entanto, em seguida se lembrou de uma reportagem sobre golpes e ligou para o primogênito, que informou que não tinha feito nenhuma alteração e que aquela mensagem era golpe.

Orientada pelo filho advogado, Lua passou a 'dar corda' para o golpista e mesmo quando ele pediu que ela falasse que sabia que se tratava de fraude, ela continuou, "fiquei com medo de falar".
O golpista dizia que o celular havia quebrado e estava comprando um de R$ 3,5. Mandou foto do suposto aparelho, pediu que ela fizesse pix ou transferência e falou que ressarciria a mãe no dia seguinte.
"Falei para ele: filho, eu não tenho pix, esqueceu? Então, envia um boleto. E ele mandou um boleto", conta Lua, que questionou sobre o destinatário do dinheiro estar em pessoa física e de outro estado, já que o telefone estaria sendo comprado em uma loja. "Ele disse que era do gerente da loja".
O interlocutor pedia que 'a mãe' fizesse o pagamento e como ela disse que só quitaria "amanhã" "porque a internet está ruim", o criminoso não falou mais nada. Lua então o bloqueou.
Resultado? A orientação recebida através de uma reportagem com credibilidade foi fundamental para que a professora não caísse no golpe.
"Depois que passa, que baixa a adrenalina, dá uma insegurança. Como que a pessoa sabe os nossos dados, nossos contatos, não sei de onde pegou. Fiquei com receio. A gente fica bem vulnerável", desabafa a professora.
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