Bela Vista
O grupo resgatado era composto por sete homens
Tomando água vinda direto do poço sem tratamento e tendo que caçar animais para ter o que comer, um grupo de sete trabalhadores paraguaios foi resgatado em situação análoga à escravidão em uma fazenda em Bela Vista, cidade que fica na linha de fronteira com o Paraguai.
Segundo o G1MS, os homens eram mantidos em um barraco de lona, ao relento e expostos à natureza.
Conforme relato das vítimas, o empregador não fornecia alimentação e a busca por comida era feita na mata. Os trabalhadores buscavam animais, que eram salgados e preparados no barraco de lona e em fogareiros, sem nenhum tipo de segurança. O grupo resgatado era composto por sete homens.

Em depoimento, um dos trabalhadores resgatados, assim que chegou a fazenda, disse que no local já havia um barraco de lona designado para que o grupo pudesse dormir. As necessidades fisiológicas eram realizadas no mato, e para o banho, apenas gelado, era utilizado um balde improvisado.
A operação foi feita em conjunto com o Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS), com a Fiscalização do Trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego, do governo federal, e a Polícia Militar Ambiental (PMA).
O resgate ocorreu na última quarta-feira (16). Em nota, o MPT-MS disse que flagrantes de trabalho escravo são frequentes na região de Bela Vista.
Das 12 operações de resgate realizadas em Mato Grosso do Sul nos anos de 2020 e 2021, metade delas ocorreu em propriedades rurais da localidade, nas cidades de Porto Murtinho, Antônio João, Ponta Porã e Itaquiraí, conforme levantamento da Fiscalização do Trabalho.
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