Criminalidade
Quadrilha, que também assaltou agência da CEF em Aquidauana, começou a ser desmantelada ontem (06)
O segundo membro da quadrilha acusada de ter roubado bancos em Aquidauana e na Capital informou às autoridades que o dinheiro foi dividido entre os criminosos e utilizado para pagar agiotas, dívidas com amigos, familiares e compras de carros, informa o jornal Midiamax.
Edemilson Custódio, conhecido como "Dimy", foi preso ontem (6), e relatou que a quadrilha tinha ‘olheiros’ que ficavam hospedados nos hotéis da cidade e que os bancos seriam invadidos para repassar informações. Edemilson ainda informou às autoridades que, na última empreitada da quadrilha, que levou R$ 450 mil da agência bancária de Campo Grande, cada integrante acabou com uma cota de R$ 90 mil, e com esse dinheiro ele pagou agiotas que devia, além de outras dívidas.
Ele disse que foi cooptado para ação criminosa quando saía de uma agência bancária no Rio de Janeiro, onde estava prestando serviços. Ele se interessou, já que em um primeiro momento só repassaria informações aos demais criminosos, mas como queria aumentar a sua ‘cota’, acabou aumentando a sua participação.
Everton da Silva Souza, de 35 anos, também foi preso pela ação, e informou que trabalhava para uma empresa terceirizada, que presta serviços para o banco. Foi no serviço que conheceu um dos comparsas. Assim, passou a ser responsável por mapear as agências. Com o serviço, o técnico filmava os locais e identificava onde estavam os alarmes e as câmeras de segurança. Por isso, os criminosos conseguiam furtar as agências sem levantar suspeitas. Ele revelou que o grupo tentou furtar uma agência na Via Park em 2020, mas não teve sucesso.
Depois, passou mapeamento de agências em Paranaíba e Maracaju, que também não teriam dado certo. O suspeito alegou que não participava dos furtos ativamente. No caso de Aquidauana, ele teria ficado como motorista, sendo que foram levados aproximadamente R$ 700 mil da agência, de acordo com a polícia. O caso é investigado pela Polícia Federal.
Os demais integrantes da quadrilha seguem sendo investigados para posterior prisão.
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