Polícia
Durante julgamento de Hugleice a irmã da vítima depôs por videoconferência
Karina Aguilar
Publicado em 15/09/2022 às 15:37
Atualizado em 10/09/2026 às 14:19
Aos prantos, a irmã de Marielly Barbosa Rodrigues e ex-mulher de Hugleice da Silva, relembrou a época do crime que resultou na morte da jovem de 19 anos, em decorrência de um aborto malsucedido solicitado pelo acusado, já que seria o pai do bebê. Mariely eve o corpo abandonado próximo à rodovia de Sidrolândia.
Prestando depoimento por videoconferência, a irmã chorou falando sobre as buscas falsas que o ex-marido fez durante as duas semanas de desaparecimento de Marielly. De acordo com informações do Jornal Midiamax, a mulher disse que nunca chegou a desconfiar do envolvimento do, até então, companheiro na morte da menina.
“Hoje faço terapia depois de viver uma dependência emocional, eu não conseguia enxergar quem convivia comigo. É assustador, e espero do fundo do meu coração que Deus não permita que ninguém passe pelo que nós passamos. Ele assistiu a gente procurar, ir atrás de resposta. Assistiu tudo e não falou nada, se manteve calado como se não soubesse”, falou.
Sobre suspeitas de envolvimento amoroso, ela disse que não suspeitava de nada. “Nunca observei nada que manifestasse envolvimento e a meu ver o contato da minha irmã com ele era contato normal. Na minha frente nunca aconteceu nada que gerasse suspeita. Nem para minha mãe”, relatou.
A descoberta da gravidez da irmã foi feita quando a família vasculhava o quarto em busca de pistas do desaparecimento. Quando encontraram o corpo e a polícia indicou Hugleice como principal suspeito, ela ouvia negação do marido. “[Ele] dizia que era vítima, que estava sendo acusado injustamente. Dizia que minha irmã tinha se envolvido com sobrinho do ex patrão dela.”
Agressões e tentativa de homicídio
A conturbação familiar ganhou um novo capítulo, em 2020, quando ele foi condenado a 20 anos por tentar matar a mulher a facadas. “Acordei amarrada, e ele disse que tinha me traído. Foram 39 pontos e graças a Deus eu sobrevivi diferente da minha irmã. Consegui sair de dentro da casa e vizinhos chamaram uma ambulância. Passei por cirurgia. Ele cortou meu pescoço e foi embora”.
Crime
A jovem teria se envolvido com o cunhado Hugleice e, dessa relação, ela engravidou. Então, o cunhado convenceu Marielly a fazer um aborto.
Em maio de 2011, Marielly foi levada por Hugleice para Sidrolândia, onde o aborto seria feito pelo enfermeiro Jodimar Ximenes. Após o procedimento, a jovem começou a passar mal e morreu em seguida.
Hugleice e Jodimar colocaram o corpo da jovem no carro e desovaram às margens da MS-162. O corpo foi encontrado dias depois, em avançado estado de decomposição.
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