Manifestações
A Receita Federal está monitorando a situação
Com as diversas manifestações de protestos na Bolívia, fronteira com Corumbá, alguns setores, como o de transporte de cargas para importação e exportação, vêm sendo afetados pelos bloqueios realizados em estradas, como a Bioceânica, que liga a Bolívia ao Brasil, por Corumbá.
Na Bioceânica, os bloqueios são na cidade de Pailon; no município de Roboré, que fica a cerca de 300 km de Corumbá e outro no setor conhecido como Punta Carretera, próximo à cidade fronteiriça de Puerto Suárez.
Parado na Bioceânica, em Roboré, o caminhoneiro brasileiro, Paulo Henrique de Oliveira, contou ao site Diário Corumbaense que está há quatro dias enfrentando as consequências dos protestos.
“Saí da fronteira na madrugada de domingo (01), carregando uma máquina agrícola com destino a Santa Cruz. Na estrada tem alguns pontos que acabam nos cobrando entre 20 a 30 bolivianos, em forma de pedágio, para que possamos seguir, mas parei aqui em Roboré e não há previsão para continuar a viagem. Isso é sinônimo de prejuízo, até agora, aqui parado, já estou perdendo pelo menos R$ 2 mil”, contou Paulo Henrique informando que tem que retornar à Corumbá para carregar outra carga.
A fronteira da Bolívia com Corumbá está aberta, mas com os pontos de bloqueio ao longo da Bioceânica, o movimento de cargas registra queda, conforme Erivelton Moyses Torrico Alencar, chefe da Alfândega da Receita Federal.
A Receita Federal está monitorando a situação e mantém contato com os permissionários dos recintos, com os representantes dos transportadores e com os demais órgãos de fronteira.
Já os protestos, que entram no sexto dia, seguem na Bolívia, em decorrência da libertação do governador de Santa Cruz, Luis Fernando Camacho, que cumpre prisão no presídio de La Paz.
OPORTUNIDADES
Oportunidades contemplam vagas locais e regionais; atendimento ocorre das 07h às 13h
Meteorologia
Não há expectativa de chuva na região; primeira onda forte de calor da primavera se aproxima do fim
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