Polícia
Diferente de todos os casos de feminicídio, segundo a delegada, o autor esperou o socorro na residência
Homem de 43 anos, que matou a esposa, na última sexta-feira (13), em Campo Grande, alegou estar arrependido.
"Não acredito que fiz isso", disse durante o interrogatório. O homem teve a prisão preventiva por feminicídio decretada e continuará atrás das grades.
Conforme o site Campo Grande News, a informação foi repassada pela delegada titular da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Elaine Benicasa, que fez breve relato sobre o caso durante coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (16).
Segundo a delegada, os dois não tinham filhos em comum e conviviam juntos há 17 anos.
Na tarde de sexta-feira estavam ingerindo bebidas alcoólicas, quando houve discussão.
"Em determinado momento ela desferiu um tapa no rosto do suspeito, que pegou uma faca e passou no pescoço dela", relata Benicasa. Assim que fez o corte, o homem "caiu em si", nas palavras da polícia.
Ele então saiu no terreno, chamando uma tia e um primo que moram perto.
"Tentaram estancar o sangue, sendo que ele mesmo chamou o Corpo de Bombeiros e a polícia", comenta Benicasa.
Diferente de todos os casos de feminicídio, segundo a delegada, o autor esperou o socorro na residência, mesmo sabendo que seria preso.
A mulher foi socorrida, mas não resistiu e morreu no hospital. Já o autor foi preso, interrogado e passou por audiência de custódia neste domingo (15), onde sua prisão preventiva foi decretada.
Segundo a polícia, havia boletim de ocorrência envolvendo o casal, de vias de fato e ameaça. Também havia contra ele boletim referente à outra vítima, de ameaça.
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