Investigação
Mesmo com apreensões e quedas a quadrilha de Antonio Joaquim Mota, o Dom, continuou a operar normalmente.
Entre 2020 e 2022, a organização criminosa chefiada pelo megatraficante Antonio Joaquim Mota, conhecido como Dom ou Motinha, perdeu entre apreensões e quedas nove helicópteros. Cada aeronave avaliada em cerca de R$ 1,4 milhão.
As aeronaves, segundo investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, eram utilizadas para trazer cocaína de propriedades rurais de Dom e de sua família, no Paraguai, para os estados de São Paulo e do Paraná, no Brasil, de onde o entorpecente era despachado para os portos de Santos (SP) e Itajaí (SC).
Mota controla parte do tráfico na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Conforme apurado pelo g1, ele é fornecedor de cocaína para uma facção paulista. Dom, inclusive, teria relações próximas com outros grandes traficantes que atuavam na região pela facção e que estão presos, como Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, o Minotauro, e Caio Bernasconi, o Fantasma da Fronteira, de quem, seria amigo pessoal.
De acordo com o apurado, mesmo com apreensões e quedas a quadrilha continuou a operar normalmente.
Dom é protegido por um grupo paramilitar de mercenários estrangeiros e vive uma vida de luxo. Segundo as autoridades, ele gosta de ser chamado pelo apelido em uma alusão a Dom Corleone, o mafioso do filme "O Poderoso Chefão".
Segundo a investigação, a maior parte das aeronaves utilizadas pela quadrilha de Dom eram adquiridas legalmente, geralmente com parte ou a totalidade do pagamento feito em dinheiro e eram registradas em nomes de empresas de fachada e de laranjas.
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