dothCom Consultoria Digital
Publicado em 11/03/2009 às 07:30
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
A alta cúpula do PSDB acha absolutamente incompatível participar de uma aliança da qual também façam parte PT e PMDB, visando a disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul em 2010.
A avaliação foi feita na manhã desta terça-feira pelo deputado estadual Reinaldo Azambuja, presidente regional do PSDB, ao participar da sessão solene em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, na Assembléia Legislativa.
"O PT sempre foi adversário. Juntar petistas, PMDB e PSDB num mesmo palanque é incompatível", disse Azambuja, em entrevista ao Midiamax.
Na semana passada, a bancada do PSDB na Assembléia Legislativa decidiu "fechar questão" em torno do projeto de reeleição do governador André Puccinelli (PMDB), que, apesar disso, não se posicionou a respeito desse tema.
Azambuja disse que o PSDB não fará qualquer pressão para que o governador se decida sobre as eleições de 2010. Por enquanto, o líder peemedebista está sendo cortejado tanto por tucanos quanto por petistas.
"Queremos o André. Já dissemos isso a ele. Mas, a resposta virá na hora certa", acrescentou o dirigente. Em sua avaliação, o governador deve declarar aliança com o PSDB no momento oportuno.
Na prática, a estratégia do PSDB é contar com o apoio do governador para montar o palanque do candidato tucano ao Palácio do Planalto. As opções no partido são os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG).
Os tucanos também trabalham com a possibilidade de lançar candidato próprio nas próximas eleições, cuja idéia já foi defendida publicamente pelo próprio Azambuja e pela senadora Marisa Serrano, considerados as melhores alternativas do grupo político na eventualidade de esse projeto prosperar.
Rivalidade
Por enquanto, apesar de PT e PMDB serem aliados no plano nacional, há um clima de rivalidade, pelo menos em parte dos dois grupos políticos em Mato Grosso do Sul, motivado pela candidatura do ex-governador Zeca do PT ao governo do Estado.
Apesar do interesse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no entrosamento dos dois partidos em Mato Grosso do Sul, cujo objetivo é fortalecer a campanha da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, à presidência da República, há fortes divergências para o fechamento desse pacto político no Estado.
Há correntes petistas e peemedebistas favoráveis a aliança, enquanto outros setores têm se manifestado contrários sob argumento de que a população sul-mato-grossense não iria aceitar políticos de ambas as legendas no palanque de André Puccinelli, ano que vem.
Petistas como o senador Delcídio do Amaral e o deputado federal Antônio Carlos Biffi, ambos candidatos a reeleição, não impõem resistência a um eventual acordo com peemedebistas, que também arriscam um palpite.
O presidente regional do PMDB, deputado federal Waldemir Moka, e a prefeita de Três Lagoas, Simone Tebet, vêem dificuldades em torno da coligação, mas não se comportam como radicais.
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