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Salários: índice é o possível, diz o prefeito Fauzi

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A crise financeira internacional fez com que em muitos municípios brasileiros os salários  do funcionalismo público fossem congelados, visando a preservação dos empregos.  Considerando-se esta realidade, o índice de reposição concedido pelo Governo Municipal pode ser considerado significativo, segundo o Gerente de Finanças, Paulo Goulart.


O índice  votado  e aprovado por unanimidade na última quarta-feira (27) "não é o que gostaríamos de dar", manifestou-se o prefeito Fauzi Suleiman (PMDB). "Infelizmente nossa administração é a primeira que ao longo dos últimos doze anos se inicia com queda de receita. Perdemos, apenas de Fundo de Participação dos Municípios (FPM), em 4 meses, R$ 700 mil".


Fauzi observa que o aumento concedido  - a título de reposição do período de inflação - é o possível, lembrando que em alguns municípios  nem houve reajuste. "Nossa administração é solidária e sensível às dificuldades dos servidores. Por isto, tudo que pudermos fazer para melhorar sua condição salarial e de vida, certamente faremos".


Manifestando-se sobre o tema o líder do prefeito no legislativo, vereador Cipiriano Mendes, argumenta que "o aumento foi pequeno, porém de acordo com o que o Governo Municipal pode oferecer".  Ele lembra que o prefeito Fauzi fez o compromisso, em recente reunião com representantes do Sindicato dos Servidores Municipais de Aquidauana, SINPREAQUI, de rever as questões  salarial e do plano de cargos e carreira até o dia do servidor,  em 28 de outubro.


Alguns parâmetros
A reposição aprovada para os servidores municipais de Aquidauana, retroativa a 1º de maio,  incorpora percentual de 6%, com exceção dos servidores do magistério que, por força da lei 11.738 de 2008, obterão reajuste de 13,37%.  Em Dourados os percentuais ficaram entre 3 e 7%, em Três Lagoas de 6 a 10% e na capital foi concedido um reajuste linear de 5,5%.


Em recente reunião a Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul, ASSOMASUL, concluiu que, diante da conjuntura econômica, "é mais importante manter os empregos do que reajustar, pois isto oneraria a folha".  "Não se tem notícia, na última década, de um momento na economia mundial tão instável e imprevisível como vem ocorrendo nos últimos seis meses", disse Humberto Rezende Pereira, presidente do órgão.  Daí a dificuldade ou até impossibilidade de sustentar-se iniciativas de majoração salarial.  Entre os municípios que congelaram os salários dos servidores estão Bataguassu, Santa Rita do Pardo e Alcinópolis.


Alguns prefeitos lembram que o próprio presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, manifestou-se sobre o assunto: "Não é hora de trabalhador pedir aumento", disse Lula. Segundo ele, "não existe possibilidade na história do mundo de os trabalhadores se beneficiarem em épocas de crise. Época de crise é época em que todos perdem".

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