Política
dothCom Consultoria Digital
Publicado em 31/05/2009 às 12:38
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
A exposição midiática da pré-candidata à presidência da República ministra da Casa Civil, Dilma Roussef (PT) fez com que ela crescesse na pesquisa, segundo a senadora Marisa Serrano (PSDB). Outro ponto, segundo ela, é o fato do partido dela ter dois fortes nomes. Os governadores de São Paulo e Minas Gerais, respectivamente, José Serra e Aécio Neves.
A ministra encurtou a distância nas pesquisas entre a sua pré-candidatura a presidente e a do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), segundo a manchete deste domingo do jornal Folha de São Paulo.
A diferença do tucano, ainda líder, para a petista estava em 30 pontos percentuais em março deste ano e agora caiu para 22 pontos, conforme o mais recente levantamento do Datafolha --Dilma tem 16% das intenções de voto, contra 38% de Serra no principal cenário.
Para a senadora Marisa Serrano, esse crescimento da ministra já era esperado. "É normal. Ela [ministra Dilma] já estava em exposição antes com o PAC e depois, com as reportagens sobre o câncer. A cobertura sobre o assunto atingiu todos os veículos de comunicação. Nunca tinha visto algo tão grande", diz a tucana.
"É natural essa subida. Ninguém está achando que vai ser fácil. Mas, vamos para o embate".
Definições
Vice-presidente nacional do partido, Marisa Serrano repete o que Aécio Neves já havia dito. "O PSDB vai saber o tempo certo para definir quem será o candidato". "Ao contrário da ministra que pode se dar o luxo de se afastar e outro assumir o ministério, os candidatos do PSDB são governadores e o momento agora é deles cuidar dos estados".
Sobre o fato do governador André Puccinelli (PMDB) não definir ainda quem irá apoiar, a senadora diz que ele terá que escolher um lado. "Em política não dá para ter dois palanques", finaliza a senadora.
Pesquisa
Em relação à pesquisa anterior, a ministra do presidente Lula subiu cinco pontos percentuais, enquanto o tucano paulista perdeu três. O crescimento levou a petista à segunda colocação, empatada tecnicamente com o deputado federal Ciro Gomes (PSB), que oscilou de 16% para 15%. É o melhor resultado de Dilma na série histórica do levantamento.
Campanha
Dilma foi uma das estrelas da propaganda eleitoral gratuita de televisão do PT na semana passada. Desde o início deste ano ela tem acompanhado Lula a uma série de eventos e sua pré-candidatura se consolidou dentro do partido.
Na segunda-feira passada (25), o PSDB questionou no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a propaganda partidária do PT que foi ao ar no sábado (23). Segundo os tucanos, o programa teve "o inequívoco propósito de fazer propaganda eleitoral em favor de sua notória pré-candidata à Presidência da República", a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
Segundo a representação, o programa mostrou Dilma num contexto "triunfal" com pessoas felizes sugerindo "plena satisfação e progresso", enquanto no momento que o locutor fala de governos passados mostra imagens do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do atual governador de São Paulo, José Serra com uma música de tom "funéreo" e "pessoas em cenas de desalento e violência policial".
Para os tucanos, o PT "utilizou seu tempo no rádio e na televisão para discorrer sobre supostas qualidades do atual governo" em vez de prestar informações sobre a legenda.
Na representação, o PSDB pede que o TSE suspenda o programa, que tem reprise prevista para amanhã, e retire o vídeo do site do PT. Além disso, os tucanos pedem aplicação de multa por propaganda eleitoral antecipada.
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