Política
Mesmo com a revelação de que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), teve outros dois parentes lotados em setores do Senado, ele decidiu esperar a "poeira baixar" para só então anunciar formalmente a esperada reforma administrativa do Senado.
Sarney decidiu apresentar medidas concretas em resposta à crise política que atinge a instituição, mas somente depois que ter acesso ao resultado das investigações sobre os atos secretos editados nos últimos 14 anos na Casa.
Sarney foi orientado por aliados a deixar a "poeira baixar" antes de anunciar as mudanças. Depois do discurso feito esta semana em reação à crise, no qual não anunciou mudanças, Sarney preferiu deixar para depois a reação política ao escândalo.
A comissão que investiga os atos deve entregar os resultados dos trabalhos na segunda-feira ao senador Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro-secretário do Senado. A expectativa é que a comissão não aponte os responsáveis pela edição dos atos secretos, mas revele que nos últimos 14 anos a instituição recorreu mais de 600 vezes às medidas sigilosas para nomeações, exonerações e outras medidas administrativas.
Os senadores que devem as mudanças na Casa, no entanto, querem respostas públicas à crise que atinge a imagem da instituição.
Parentes
A decisão do presidente do Senado aconteceu apesar das acusações de que lotou mais dois parentes na Casa: a sobrinha Shirley Duarte Pinto de Araújo e o irmão por parte de pai, Ivan Celso Furtado Sarney. Com isso, sobe para oito o número de pessoas ligadas a Sarney que são ou foram comissionadas em setores do Senado, segundo reportagem do "Correio Braziliense".
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