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Política

Governador abre caminho para investimento chinês chegar a MS

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A China é a terceira maior economia mundial e será a segunda dentro dos próximos 10 a 12 meses, ultrapassando o Japão. O país é o maior parceiro comercial do Brasil e o maior importador de Mato Grosso do Sul (soja e ferro). E o mais importante: poupa  50% do Produto Interno Bruto (PIB), tem uma enorme capacidade de investimentos que estão em busca de novos mercados desde que a crise abalou a economia americana.


Foi para apresentar as oportunidades de negócios e as vantagens de investir em Mato Grosso do Sul que o governador André Puccinelli ficou 10 dias na China, visitando juntamente com uma missão empresarial as cidades de Beijing, Nanshang, Xinyu e Sanghai.


Foi um primeiro contato de apresentação, de abertura de portas mas que já rendeu ações concretas, como  a assinatura do termo de irmandade com a província de Jiangxi, um Estado chinês com 166 mil km2, (metade da área de Mato Grosso do Sul)S, e uma população de 43 milhões de habitantes e alto desenvolvimento industrial e tecnológico.


Nesta província, o governador visitou siderúrgicas, montadoras de veículos e tratores, empresas de alta  tecnologia na área de energia solar e participou de simpósio com empreendedores e membros de universidades. Ficou evidente nestes encontros que a língua é uma grande  barreira, porque há poucas pessoas fluentes em português e mandarim.  O estabelecimento de  intercâmbio entre as Universidades locais e as de Jiangxi foi um primeiro entendimento que evoluiu.


Em Shanghai, o jantar com os executivos da BBCA Group  animou o governador. A  China BBCA Group Corp é uma empresa científica de tecnologia da indústria na China, que atua em bioquímica, bioenergia e bio-farmacêutica, investindo em pesquisa e inovação de alta tecnologia, tanto que se tornou a maior empresa de transformação técnica da agricultura.


Esse grupo está bastante interessado em extrair polietileno da cana-de-açucar, o chamado plástico verde ou  biopolietileno. Esse material é resultado de um processo de polimerização equivalente aos processos tradicionais, tendo como diferencial a obtenção do eteno, produzido por desidratação do etanol da cana-de-açúcar.


O polietileno é o plástico mais utilizado no mundo e seu maior consumidor são as indústrias de embalagem para alimentos, de produtos de limpeza, de produtos para higiene pessoal, automobilística e de brinquedos.


A principal vantagem que o plástico verde traz para a sua cadeia de valor é oferecer uma solução sustentável com todas as vantagens de processo do plástico mais usado mundialmente (o polietileno). Ou seja, além de ser de fonte renovável, de capturar e fixar CO2 da atmosfera e de ser reciclável, o biopolietileno não causa nenhuma perda de produtividade nos processos seguintes da cadeia produtiva.


Como Mato Grosso do Sul se encaminha para a posição de segundo maior produtor nacional de etanol (21 usinas funcionando atualmente e mais 6 em montagem) esse é o tipo de negócio que fortalece a cadeia produtiva da cana e agrega valor ao produto, gerando empregos e atraindo uma nova tecnologia para o Estado.


Os membros da China Promoções e Associação para a Ciência, Tecnologia e Finanças anunciaram durante a reunião com o governador que vão incluir Mato Grosso do Sul no roteiro da visita ao Brasil programada para dezembro deste ano. A fartura de terras, a proximidades dos grandes centros, como São Paulo e Rio, e os incentivos fiscais oferecidos pelo governador para novos empreendimentos atraíram a atenção dos chineses.


Principal parceiro do País


A China tornou-se principal parceiro comercial do Brasil no primeiro semestre de 2009, tendo corrente de comércio bilateral alcançado valor de US$ 17,2 bilhões, crescimento de 5,3% frente ao mesmo período de 2008. Revertendo tendência de anos anteriores, o Brasil obteve superávit de US$ 3,7 bilhões no comércio com o parceiro asiático, contra déficit de US$ 1,5 bilhão no primeiro semestre de 2008.


Este resultado positivo deveu-se tanto à forte retração das importações advindas da China - 24,4% inferiores ao mesmo período do ano anterior - quanto ao crescimento acelerado das exportações, que registraram expansão anualizada de 41,1%.


Dentre os principais destinos das exportações brasileiras, a China foi o único para o qual vendas aumentaram, em razão de volumosas vendas de soja e minério de ferro, que dominaram pauta exportadora para o parceiro asiático. A queda das importações pode ser explicada pela retração na atividade industrial no Brasil, uma vez que esta pauta é consideravelmente concentrada em insumos e equipamentos para indústria.


Observa-se como exemplo, importação de máquinas, aparelhos elétricos e suas partes, que de janeiro a junho de 2009 registrou queda de US$ 1,2 bilhão em comparação ao mesmo período do ano anterior quando produção da indústria brasileira encontrava-se em plena expansão.


Em abril de 2009, a China ultrapassou pela primeira vez os Estados Unidos como principal parceiro comercial do Brasil, apresentando corrente de comércio de US$ 3,2 bilhões contra US$ 2,8 bilhões, com norte-americanos.


Tal predominância chinesa permaneceu nos meses subsequentes e, no acumulado do semestre, comércio sino-brasileiro totalizou US$ 17,2 bilhões, valor US$ 260 milhões superior à corrente comercial com os Estados Unidos.

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