ELEIÇÃO 2018
Na cidade, o juiz aposentado reuniu-se com políticos e concedeu entrevista à imprensa
Uma das personalidades mais admiradas pelo povo brasileiro, o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira vem sendo apontado como forte concorrente a ocupar a cadeira de governador do Estado. Ele se encontra filiado ao PDT e já percorre o Mato Grosso do Sul para falar aos eleitores sobre suas propostas de governo.
Na manhã de ontem, Odilon de Oliveira visitou a cidade de Aquidauana, onde reuniu-se com lideranças políticas e concedeu entrevista à imprensa. Uma de suas visitas foi à Rádio América FN, onde falou sobre a motivação em ser candidato. “Penso que tenho muita reserva física, moral, preparo intelectual e experiência para continuar contribuindo com a comunidade. Seria ruim eu parar e não continuar contribuindo” disse o juiz aposentado.
Odilon afirmou, ainda, ter tenho uma gratidão muito grande pelo Mato Grosso do Sul e por isso, “enquanto eu tiver disposição eu quero contribuir com a comunidade. Eu quero ajudar a mudar o Brasil, reconstruir a ética e moral desta nação”.
Questionado sobre como ele vê a classe política brasileira, Odilon de Oliveira disse que o povo brasileiro esta muito mal representado. “Existem muitos representantes honestos, claro, mas sinceramente, o Brasil inteiro está entregue a bandidos. Isso é uma vergonha. Vejo com muita tristeza a corrupção do Brasil, que é como uma bomba que, quando explode, solta estilhaços pra todo lugar e atinge principalmente os mais fracos” enfatiza para emendar em seguida: “devemos mandar os corruptos para o ‘crematório da vida política’, para que elas nunca mais ressuscitem e nos representem politicamente. Claro que com exceções”.
Odilon também foi inquirido a responder questionamento relacionado à violência praticada contra as mulheres. Ele disse que atuou muito tempo na área criminal, as nunca se esqueceu de dar atenção a esse assunto. “Fui juiz de Família e promotor atuando nessa área. As pessoas que agridem as mulheres têm que ficar atrás das grades. O sistema prisional está podre no Brasil. Precisa haver uma reforma e um endurecimento no sistema prisional. Os agressores têm que ir e permanecer na cadeia”.
Para Odilon, uma forma de ao menos diminuir a violência contra a mulher é o endurecimento da legislação. “A lei Maria da Penha tem que ser efetivamente cumprida. Mudar a mentalidade dos juízes na hora de aplicar a pena. Exigência das próprias mulheres de denunciar e lutar pelos direitos, não omitindo as violências sofridas. Os homens de boa índole também têm que se unir às mulheres agredidas” frisa.
SUCESSÃO – Questionado sobre como ele se vê na disputa pela sucessão estadual concorrendo em meio a homens investigados pelo Judiciário, Odilon generalizou, respondendo a questão em nível nacional. “Eu vejo esse cenário do Brasil com uma grande preocupação e constrangimento também. Mas em 2018 a população pode outorgar uma procuração para uma pessoa honesta que de fato vá junto com os interesses da população”.
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