Tumulto
O secretário de Saúde chamou o grupo de manifestantes contra o passaporte de "nazistas e fascistas"
Kamila Alcântara
Publicado em 27/09/2021 às 17:49
Atualizado em 10/09/2026 às 14:12
Usando termos polêmicos aos manifestantes contrários ao "passaporte da vacina", o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, promete discussão em todo Estado sobre a obrigatoriedade do comprovante da vacina contra Covid-19 para acesso a eventos e estabelecimentos.
O debate foi levantado na Câmara dos Vereadores de Campo Grande, com manifestantes pró e contra a medida, todos com cartazes e um tanto quanto tumultuada foi esta tarde de segunda-feira (27).
De acordo o Campo Grande News, a audiência pública, que já começou acalorada, terminou ainda mais "quente" com as declarações de Resende, que durante toda sua fala, ouvia gritos de "liberdade" por parte de quem defende a não apresentação do passaporte. Nitidamente revoltado com a situação, o secretário afirmou que defender a liberdade, para alguns grupos, é uma incoerência.
"Esses que querem interditar o debate sobre o assunto, esses que gritam liberdade, liberdade, liberdade, são os mesmos que vão às ruas pedir intervenção militar, fechamento do Congresso Nacional e do STF [Supremo Tribunal Federal]. Que liberdade é essa que quer derreter os instrumentos da nossa democracia?", questionou.
Quase ao final do seu discurso, afirmou que os que defendem essas pautas são os "nazistas e fascistas da atualidade" e que estes "não vão prosperar. Nosso povo haverá de derrotá-los e deixá-los na lata de lixo da história".
Defensor das pautas bolsonaristas na Capital, o vereador Thiago Vargas (PSD), chegou a querer avançar sobre o secretário e afirmou que foi o presidente Jair Bolsonaro que trouxe as vacinas ao Mato Grosso do Sul. Também que não aceitaria as falas do secretário estadual, que considerou desrespeitosas.
Ainda segundo o jornal campo-grandense, o secretário municipal de Saúde, José Mauro, comentou que a obrigatoriedade pode ser ineficaz, pois não será facilmente fiscalizada, além de ter de ser aplicada a apenas 15% da população local, que é o índice de não vacinados.
A audiência foi encerrada, mas deve retornar amanhã (28), durante sessão ordinária.
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