Procurador atuou como chefe da Lava Jato em Curitiba entre 2014 e 2020
João Marcelo Correia Sanches
Publicado em 05/11/2021 às 13:03
Atualizado em 10/09/2026 às 14:15
O procurador da República Deltan Dallagnol anunciou ontem (4) nas redes sociais que vai pedir desligamento definitivo do Ministério Público Federal (MPF). Servidor concursado, Deltan atuou como chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba entre 2014 e 2020.
Em um vídeo postado na internet, o procurador disse que passou 18 anos no Ministério Público, mas que o trabalho de combate à corrupção vem sendo enfraquecido.
“Eu creio que agora eu posso fazer mais pelo país fora do Ministério Público, lutando com mais liberdade pelas causas em que eu acredito. Às vezes, é necessário dar um passo de fé na direção dos nossos sonhos. Eu tenho várias ideias sobre como eu posso contribuir e serei capaz de avaliar, refletir e orar melhor sobre essas ideias depois de sair do Ministério Público. Assim que essas ideias se concretizarem em planos e ações, eu vou compartilhar com vocês”, afirmou.
Em setembro do ano passado, Deltan deixou o comando da Lava Jato no Paraná após seis anos no cargo. Na ocasião, ele afirmou que se afastou por questões de saúde em sua família.
O procurador também ocupou as manchetes na imprensa brasileira durante o segundo semestre de 2019, no âmbito do escândalo da "Vaza Jato", em que foram divulgadas conversas suas com o ex-ministro Sergio Moro e a força-tarefa da Lava-Jato pelo aplicativo Telegram. O caso revoltou juristas por todo o país ao denunciar uma relação de parceria entre a promotoria e o juiz nos julgamentos de corrupção.
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