Escândalo
Schimene Duque Weber
Publicado em 27/12/2021 às 14:38
Atualizado em 10/09/2026 às 14:14
Auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) apurou que o Ministério da Defesa gastou recursos destinados ao combate à pandemia da COVID-19 para realizar a compra de cortes nobres de carne, como filé mignon e picanha. Ao todo, foram utilizados R$ 535 mil em itens de luxo. Os itens “não essenciais, supérfluos ou de luxo” são alimentos e bebidas de alto custo que não fazem parte de uma alimentação básica padrão, segundo a auditoria.
Segundo o portal Yahoo Notícias, a inspeção foi aberta para investigar supostas irregularidades na aquisição de gêneros alimentícios desde 2017. Chamaram a atenção dos técnicos os gastos das Forças Armadas durante a pandemia em 2020.
Os auditores esperavam que, como consequência do regime telepresencial de trabalho, houvesse redução de gastos com alimentação. Não foi o que ocorreu com o Ministério da Defesa, que, ao contrário dos Ministérios da Educação e da Saúde, aumentou essas despesas. A análise foi autorizada pelo ministro Walton Alencar Rodrigues, relator do caso na corte.
A assessoria de imprensa da Defesa afirmou, em nota, que as atividades do Exército, da Marinha e da Aeronáutica foram mantidas na pandemia. Isso inclui, disse o órgão, a alimentação fornecida às tropas.
A auditoria constatou que, dentre os órgãos superiores dos três Poderes, a Defesa foi a que mais gastou recursos para compra de itens considerados não essenciais. Destacam-se bacalhau, salmão, camarão e bebidas alcoólicas.
O TCU enfatizou que compras públicas são aquelas realizadas pelo Estado para assegurar o desempenho de suas funções. Dessa forma, a corte distinguiu itens necessários de não essenciais.
Os dados analisados pelo TCU relativos à compra de alimentos foram extraídos dos bancos oficiais da administração pública federal
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