Fábio Trad
Vídeo ganhou repercussão na tarde desta terça-feira (29)
Crédito do vídeo: Redação
Circula nas redes sociais, na tarde desta terça-feira (29), um vídeo onde eleitores questionam o deputado federal de Mato Grosso do Sul, Fábio Trab (PSD), sobre as decisões de CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito), dentro de um voo para Brasília, o que causou uma discussão e confusão entre diversas pessoas.
Nas imagens, o parlamentar aguarda a decolagem na poltrona, quando um eleitor questiona sobre a CPI do Lava Toga, que pode investigar possíveis abusos de poder cometidos por ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
"Eu queria entender porque não foi a favor da CPI da Lava Toga, diante de todas as manifestações que estamos vivendo e um clamor da população, haja vista que, quando começamos o processo eleitoral, nossos ministros, por diversas vezes, não foram pautados por aquilo que gostaríamos, ministro Barroso viajou o mundo, mas não aceitou convite do parlamento para falar à CPI”, questionou o eleitor.
Ele continua o discurso sobre as manifestações que acontecem em todo país, após o resultado das eleições.
“Barroso interferiu diretamente no parlamento para não ter auditoria do voto. Lá nos corredores, ele disse: eleição não se ganha, se toma. O que aconteceu, depois de algum tempo ele diz: perdeu, mané. População está revoltada. Porque o senhor não votou a favor para dar oportunidade para eles esclarecerem isso para a população, para entender o ponto de vista deles", disse o manifestante.
Quando pede o direito de resposta, o deputado rebate chamando o presidente Jair Bolsonaro (PL) de ladrão.
"Porque o governo Bolsonaro quer fragilizar o Poder Judiciário, para implantar ditadura corrupta. Na minha opinião, o Bolsonaro é um ladrão, por isso eu não assinei a CPI".
Outro passageiro se levanta entrando na discussão contra o parlamentar. Na gravação também é possível notar a deputada federal Rose Modesto (União) e Vander Loubet (PT), que não interferem no bate-boca.
O vídeo encerra quando, possivelmente, um comissário de bordo interrompe a discussão afirmando que caso os ânimos continuem exaltados, seria necessário acionar a Polícia Federal.
No dia 24 de novembro, Trad havia usado a conta no Twitter afirmando que não assinou a tal "CPI do abuso de poder do TSE e STF porque o abuso de poder parte justamente daqueles que se utilizam do mandato para enfraquecer o único Poder que está tendo coragem de combater o golpismo e a escalada da extrema direita no país. Não assino. Via o TSE!"

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