Política
"O que adianta o país ter potencial se o custo do dinheiro inviabiliza quem produz?", diz o pré-candidato ao Senado
Publicado em 14/07/2026 às 07:40
A política monetária nacional, que mantém os juros em patamares elevados, foi alvo de críticas do pré-candidato ao Senado Reinaldo Azambuja. Segundo ele, o tema não interessa apenas aos economistas, mas afeta diretamente o orçamento das famílias sul-mato-grossenses.
"Quando o juro sobe em Brasília, o efeito chega rápido aqui na ponta: a prestação do carro ou da casa própria fica mais pesada, o cartão de crédito vira uma bola de neve e o dinheiro rende menos no supermercado, principalmente na hora de comprar os alimentos básicos. É uma corrente que aperta o bolso da família e trava a vida de quem quer trabalhar e crescer", afirmou.
Na avaliação do pré-candidato, os efeitos também são sentidos por comerciantes, produtores rurais e gestores municipais.
"O comerciante de Campo Grande que precisa de um fôlego para renovar o estoque acaba desistindo porque o empréstimo está caro demais. O produtor rural de Maracaju ou de Dourados segura o investimento em novas máquinas, e isso significa menos vagas de trabalho no campo", declarou.
Reinaldo também afirmou que os municípios enfrentam dificuldades diante do aumento dos custos de obras e serviços públicos. Segundo ele, somente em abril o Governo Federal destinou R$ 84,8 bilhões ao pagamento de juros da dívida pública, recurso que, em sua avaliação, poderia ser aplicado em áreas como saúde, educação e segurança.
"O que adianta o país ter potencial se o custo do dinheiro inviabiliza quem produz? O produtor rural, o pequeno empresário, o prefeito que quer pavimentar uma rua — todos estão reféns de uma política monetária que não dialoga com a realidade de quem trabalha. Precisamos de previsibilidade, menos ruído e mais responsabilidade fiscal", afirmou.
Ainda segundo o pré-candidato, Mato Grosso do Sul reúne condições para ampliar o crescimento econômico, mas os juros elevados acabam dificultando investimentos. Para ele, "enquanto o governo em Brasília não arruma a casa e gasta mais do que arrecada, a conta sobra para o cidadão comum: o pequeno empresário não consegue expandir o negócio, e o prefeito precisa fazer milagre com um orçamento engolido pela inflação". Reinaldo acrescentou que, em sua avaliação, sem responsabilidade com as contas públicas, "quem paga a conta é o povo, que vê o desenvolvimento passar longe da sua porta".
Ao defender o fortalecimento dos municípios, Reinaldo afirmou que o Senado deve priorizar políticas voltadas ao municipalismo e ao equilíbrio das contas públicas. Segundo ele, a redução sustentável dos juros depende de responsabilidade fiscal e pode favorecer novos investimentos nas cidades do interior.
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