Poder Judiciário
Jurista presidiu o Supremo entre 1993 e 1995 e teve atuação marcante após a Constituição de 1988
Publicado em 27/07/2026 às 10:17
O ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Octavio Gallotti, morreu neste domingo (26), aos 95 anos. Integrante da Corte por 16 anos, o ministro aposentado teve papel importante na consolidação da jurisprudência brasileira após a promulgação da Constituição Federal de 1988.
O velório ocorre nesta segunda-feira (27), no Salão Branco do STF, em Brasília, com cerimônia aberta ao público até as 16h. O sepultamento está previsto para esta terça-feira (28), no Rio de Janeiro.
Natural do Rio de Janeiro (RJ), Gallotti integrou o STF entre 1984 e 2000. Presidiu a Corte de 1993 a 1995 e também comandou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) entre 1994 e 1996.
Ao lamentar a morte do magistrado, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, destacou a trajetória de Gallotti e afirmou que ele deixou um legado permanente para o Judiciário brasileiro. Segundo Fachin, o ex-ministro exerceu a magistratura com independência, equilíbrio e compromisso com a Constituição, contribuindo para o fortalecimento das instituições democráticas e para a formação de novas gerações de juristas.
O MPF (Ministério Público Federal) também divulgou nota de pesar, ressaltando que a atuação de Gallotti foi marcada pelo rigor técnico, pela independência e pela defesa do Estado Democrático de Direito, deixando uma contribuição duradoura para a Justiça brasileira.
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