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Política

Reinaldo Azambuja aponta defasagem da tabela do SUS e cobra mudanças

Candidato ao Senado afirma que situação compromete hospitais públicos e filantrópicos; ele cobra maior participação federal

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Hospitais públicos e filantrópicos enfrentam dificuldades para manter o atendimento diante da defasagem dos valores pagos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A declaração foi dada pelo candidato ao Senado Reinaldo Azambuja (PL) durante reunião política realizada nesta quarta-feira (19), em Campo Grande.

Segundo Reinaldo, a participação da União no financiamento da saúde pública caiu de 52% para 40% nas últimas duas décadas. Na avaliação apresentada pelo candidato, uma das medidas necessárias é a atualização da tabela do SUS e do Teto MAC, limite financeiro destinado ao custeio de procedimentos de média e alta complexidade, como cirurgias, internações em unidades de terapia intensiva e exames especializados.

“Ou a gente encara isso de frente ou vai acabar de quebrar todas as Santas Casas e hospitais filantrópicos, que não aguentam mais. A despesa aumentou muito, mas o recurso não é suficiente. Aí o município não aguenta, nem o Governo do Estado aguenta”, afirmou.

O candidato também defendeu mudanças na distribuição dos recursos destinados aos procedimentos de média e alta complexidade. Segundo ele, Mato Grosso do Sul está entre os estados com menor limite de repasses nessa área.

Hospitais apontam dificuldades

Representantes de hospitais filantrópicos de Mato Grosso do Sul também relataram dificuldades provocadas pela defasagem dos valores da tabela do SUS.

Para o diretor administrativo do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, Amilton Fernandes Alvarenga, os valores pagos pelos procedimentos não acompanham os custos das instituições.

“O SUS paga muito mal pelos procedimentos dos filantrópicos. Todos os hospitais sofrem muito com isso. É uma tabela congelada há décadas e precisa de uma ação política”, declarou.

Entre as alternativas, Alvarenga defendeu a criação de mecanismos que permitam a atualização periódica dos valores.

“Alguém que conheça essa realidade pode criar mecanismos como o reajuste automático da tabela. Isso vai melhorar não só o Hospital de Câncer, mas a saúde como um todo e o SUS”, acrescentou.

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A superintendente de Gestão do Hospital São Julião, Jéssica Souza Mendes, também apontou a necessidade de ampliar o apoio federal às instituições de saúde.

“A gestão da saúde conta com recursos finitos e os valores previstos na tabela SUS estão defasados. Então, o que precisamos é de apoio do governo federal para conseguirmos trazer inovações, melhorias e reestruturação para os hospitais”, afirmou.

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Defesa dos municípios

O presidente do Cosems/MS (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso do Sul), Janssen Portela Galhardo, destacou a importância da participação federal nas discussões sobre o financiamento da saúde nos municípios.

“É de suma importância ter uma pessoa que conhece realmente o Estado e todo o território. Isso vai fortalecer muito, falando especificamente da saúde pública de Mato Grosso do Sul, os 79 municípios e a nossa rede do Sistema Único de Saúde”, disse.

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A reunião contou, ainda, com a participação do governador e candidato à reeleição Eduardo Riedel (PP), do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha (Republicanos), do secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, e de representantes do setor da saúde da Capital e do interior.
 

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