Alimentação mais saudável
Proposta agora segue para sanção do governador
Muitos consumidores podem até não saber, mas costumam comprar “queijos” que sequer levam leite na composição. Com receita geralmente baseada em gordura vegetal hidrogenada, amido modificado, água e apenas aroma artificial de muçarela ou outros sabores, os produtos até são mais baratos, mas enganam quem for mais desatento com suas embalagens e podem fazer mal à saúde.
Pensando nisso, deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) enviaram hoje um projeto de lei que trata sobre o assunto para sanção do governador Reinaldo Azambuja. A ideia é regulamentar a informação referente ao uso de outros ingredientes na fabricação do produto e evitar que ele seja comercializado como um laticínio.
Queijos falsos costumam vir "disfarçados" como requeijão cremoso, mas não levam leite na composição.A proposta foi aprovada por unanimidade e é de autoria do deputado estadual João Henrique Catan (PL), que deu mais detalhes sobre o combate aos “queijos fake”.
“O consumidor tem o direito de saber que o que está comendo não é queijo legítimo, derivado do leite e que só faz bem à saúde, ao contrário dos análogos, que contêm amido, gordura hidrogenada, esta última promovendo sérios riscos à saúde, como o câncer. Precisamos proteger não só o consumidor, mas o produtor rural deste tipo de produto, que investe, gera empregos, oferece algo de qualidade”.
Caso seja validada pelo chefe do Executivo estadual, a lei prevê que os rótulos destes produtos deverão incluir a informação “este produto não é queijo”, além da tabela nutricional e a lista de componentes da receita.
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