Sozinhos e em benefício da Igreja, os dois mantém a tradição de arrecadação há cerca de oito anos
Schimene Duque Weber
Publicado em 17/11/2017 às 08:49
Atualizado em 10/09/2026 às 13:59
Uma cena pouco comum chama a atenção de quem passa nas ruas de Aquidauana há pelo menos 8 anos, nesta época do ano: o casal de idosos Izabel Abreu Aguai, de 63 anos, e Leopoldo Oliveira, de 84 anos, caminham pela cidade em busca de doações para a reforma do salão da igreja no Nova Aquidauana, localizado na rua José Pinto, s/n, nas proximidades da praça.
Eles caminham com uma bandeira vermelha, repleta de fitas, com a imagem de São Sebastião, que foi um dos maiores defensores da Igreja Católica, juntamente com um tambor, batido constantemente para chamar a atenção dos moradores e possíveis contribuintes para a causa. "A gente anda na cidade, nas aldeias, nas colônias... Onde pudermos ir, nós vamos. Precisamos contar com a ajuda dessas pessoas, porque sem elas, nós não somos nada e não podemos fazer nada", disse a simpática Izabel.
Sobre as doações, ela explicou que, do começo de novembro até as primeiros doze dias de janeiro, recebe qualquer coisa que, de alguma forma, possa ajudar. "As vezes as pessoas doam dinheiro e outras coisas que elas possuem, muitas vezes mantimentos, mas nós preferimos que estes sejam doados no começo de janeiro, quando se aproxima a festa em devoção ao santo", explicou.
Ainda sobre o trabalho comunitário em benefício da Igreja, ela continuou. "No começo de janeiro, a gente corre atrás das licenças, da alimentação, que geralmente é uma vaca, e os músicos, que nós precisamos pagar. O dinheiro que arrecadamos nessa época também ajuda com isso", finalizou.
São Sebastião
São Sebastião nasceu em Narbonne; os pais eram oriundos de Milão, na Itália, do século terceiro. Desde cedo, foi muito generoso e dado ao serviço. Recebeu a graça do santo batismo e zelou por ele em relação à sua vida e à dos irmãos.
Ao entrar para o serviço no Império como soldado, tinha muita saúde no físico, na mente e, principalmente, na alma. Não demorou muito, tornou-se o primeiro capitão da guarda do Império. Esse grande homem de Deus ficou conhecido por muitos cristãos, pois, sem que as autoridades soubessem – nesse tempo, no Império de Diocleciano, a Igreja e os cristãos eram duramente perseguidos –, porque o imperador adorava os deuses. Enquanto os cristãos não adoravam as coisas, mas as três Pessoas da Santíssima Trindade.
Esse mistério o levava a consolar os cristãos que eram presos de maneira secreta, mas muito sábia; uma evangelização eficaz pelo testemunho que não podia ser explícito.
São Sebastião tornou-se defensor da Igreja como soldado, como capitão e também como apóstolo dos confessores, daqueles que eram presos. Também foi apóstolo dos mártires, os que confessavam Jesus em todas as situações, renunciando à própria vida. O coração de São Sebastião tinha esse desejo: tornar-se mártir. E um apóstata denunciou-o para o Império e lá estava ele, diante do imperador, que estava muito decepcionado com ele por se sentir traído. Mas esse santo deixou claro, com muita sabedoria, auxiliado pelo Espírito Santo, que o melhor que ele fazia para o Império era esse serviço; denunciando o paganismo e a injustiça.
São Sebastião, defensor da verdade no amor apaixonado a Deus. O imperador, com o coração fechado, mandou prendê-lo num tronco e muitas flechadas sobre ele foram lançadas até o ponto de pensarem que estava morto. Mas uma mulher, esposa de um mártir, o conhecia, aproximou-se dele e percebeu que ele estava ainda vivo por graça. Ela cuidou das feridas dele. Ao recobrar sua saúde depois de um tempo, apresentou-se novamente para o imperador, pois queria o seu bem e o bem de todo o Império. Evangelizou, testemunhou, mas, dessa vez, no ano de 288 foi duramente martirizado.
*Com informações do site católico da Canção Nova
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