Círculos de estudos podem ser frequentados por pessoas de todas as religiões
Schimene Duque Weber
Publicado em 11/01/2018 às 09:45
Atualizado em 10/09/2026 às 14:36
A equipe de reportagem do jornal "O Pantaneiro" recebeu, na redação, três jovens que fazem parte de um grupo da Comunidade Bahá'í e que estão tentando implantar, em Aquidauana e toda a região Pantaneira, círculos de estudo, capacitação para servir e projetos educacionais, que possuem base na união espiritual de toda a humanidade, principal "norte" da comunidade.
O campo-grandense Jader Rodrigues, de 32 anos, falou um pouco mais sobre a crença bahá'í e seu trabalho em Mato Grosso do Sul. "Nós acreditamos na unidade do gênero humano e na eliminação de todos os tipos de preconceito e, assim, nos dedicamos para a causa da fraternidade da humanidade. Oferecemos atividades que são abertas a todos os interessados, independente de crenças, condição social, nacionalidade ou raça, que abrangem crianças, jovens e adultos e são dirigidas ao aperfeiçoamento humano. A gente segue o princípio de que todos somos folhas de uma mesma árvore e ondas de um mesmo mar", disse.
Ele também apresentou o material de capacitação utilizado pelos seguidores. "São sete livros e cada um deles trabalha capacidades e qualidades que vão nos ajudar a contribuir para o processo de construção e aprimoramento do indivíduo e da comunidade onde ele está inserido, já que não adianta só eu estar bem, mas os outros não, uma vez que isso, em algum momento, vai me atingir", pontuou.
Jader ainda explicou que, devido ao pouco tempo em que estão na região, as reuniões ainda estão sendo organizadas. "Nós estamos no processo de formação dos círculos de estudos. Estamos procurando as pessoas que queiram participar, mas temos um local na Rua Antônio Trindade, 332, nas proximidades da Arena da Pantaneta, ainda que esses círculos possam acontecer em qualquer lugar. É importante ressaltar que os grupos podem ter até 10 pessoas, já que podemos debater várias ideiais e deixar a conversa ainda mais legal", explicou.
A rotatividade de seguidores na região também deverá acontecer nos próximos dois meses, período pré-estabelecido para a instalação dos bahá'ís. "Alguns amigos e amigas estão vindo para apoiar de todo o lugar do Brasil. É uma ação nacional, não se concentra somente em Aquidauana e no Pantanal", falou.
O maranhense Guilherme da Silva Torres, de 22 anos, explicou que foi convidado a dedicar seu tempo para a comunidade bahá'í na cidade. "Nós viemos dar intensidade na capacitação dos jovens na região. Eu participo desse espaço desde os 15 anos, porque vim de uma família bahá'í, e agora ofereço o conhecimento para os outros".
Já o petropolitano Thomas Duringer, de 27 anos, que hoje em dia reside em Brasília (DF), falou que possui experiência com esse tipo de atividade há 12 anos. "Eu comecei a me envolver nisso quando era adolescente e é muito interessante, porque quando a gente trabalha com comunidades, a gente percebe que estamos contribuindo para o bem comum. É uma satisfação pessoal muito grande, porque eu não faço para o meu próprio bem, mas para o bem das outras pessoas", disse.
Início
No município, as atividades foram iniciadas em uma escola do bairro Nova Aquidauana há cerca de 5 anos por Maria Queiroz, de 19 anos. "Tudo começou na época em que eu estudava. Era uma turma com mais de 40 alunos e, depois, esse número foi diminuindo, até que só restou eu, que consegui participar de um processo intensivo para finalizar os livros, fui para Campo Grande e já contribuí da forma que pude", pontuou.
A jovem também explicou que as atividades contribuíram para a sua formação pessoal. "Com as conversas, a gente aprende e ensina, todos juntos. Foi algo muito importante para a minha vida", finalizou.
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