Bruno Vinicius de Oliveira
Publicado em 14/01/2022 às 16:36
Atualizado em 10/09/2026 às 14:14
Nesta sexta-feira (14), Mato Grosso do Sul registrou o seu primeiro caso da variante do coronavírus Ômicron. O caso foi confirmado pela SES-MS (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) e a paciente infectada tem 24 anos, é residente da cidade de Ivinhema e começou a exibir sintomas leves no dia 3 de janeiro.
A jovem afirma não ter feito viagens para fora do estado e não precisou de internação. Seu teste foi feito por um laboratório privado, que enviou a amostra para Belo Horizonte (MG), onde ela passou por sequenciamento genômico que confirmou o resultado, liberado hoje.
Geraldo Resende, secretário de Estado de Saúde comentou que a suspeita da propagação do Ômicron já existia e salienta a importância da vacina. “O aumento de casos que temos registrado desde o início do ano em Mato Grosso do Sul pode estar associado à variante Ômicron. Por isso, nós pedimos que quem ainda não se vacinou, vacine-se. Conclua o seu esquema vacinal” afirma.
Hoje, foram divulgados 854 novos casos e três mortes, conforme o boletim epidemiológico. Por isso, a SES reitera medidas de segurança, como usar a máscara corretamente, cobrindo toda a boca e nariz, evitar aglomerações e manter o distanciamento e higienizar as mãos com água e sabão ou álcool.
A nova variante foi identificada em novembro do ano passado e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) alerta que a cepa já circula pelo Brasil, visto que o primeiro caso foi registrado em um casal em São Paulo que havia voltado da África do Sul ainda em 2021 e a primeira morte causada pela variante foi vista no dia 7 de janeiro, em Aparecida de Goiânia (GO)
Até agora, cientistas sabem que a Ômicron é mais transmissível que sua antecessora Delta, no entanto, aqueles que tomaram a vacina apresentam sintomas mais leves. Para aqueles que tomaram apenas uma dose ou nenhuma, a Ômicron se apresenta de forma mais grave.
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