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Na África, mirandense vê fome e pobreza de perto e pede ajuda para população carente

A estudante de medicina foi a trabalho e depois da experiência, arrecada doações através das redes sociais

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Crédito do vídeo: Dayane Medina

Que a África é o continente mais pobre todos sabem, mas poucos podem viver a experiência de perto, de ver muito além do que a mídia mostra, foi o caso da estudante de medicina, Gabriele Miranda, de 22 anos que saiu do município de Miranda e foi parar em Kisii para atuar na sua área e podendo ajudar o povo que vive na pobreza.

Gabriele conta ao Pantaneiro que desde pequena quando via algum comercial de crianças africanas na TV, que mostrava a desnutrição, fome e pobreza pensava que a família poderia ajudar de alguma forma, e foi com esse pensamento, de ajudar que ela cresceu. " Eu precisava fazer isso. Todos que me conhecem sabe que meu sonho sempre foi vir pra cá", conta. 

Gabriele em Kesii

Desde então a jovem cresceu e pesquisava sobre os países da África, sobre os costumes. Quais países eram mais pobres, mas queria ir além, queria ver e sentir isso de perto, até que estudando medicina encontrou uma empresa de intercâmbio que ofereceu o que nenhuma antes tinha oferecido, que era trabalhar na área da medicina na África.

"O projeto chama 'Hospital Care'. Eu trabalharia nos hospitais da cidade de Kisii, que são raros ter médicos aqui, então vim", explica.

Na cidade, Gabriele conheceu a enfermeira Joyce, com quem sempre manteve contato e pode te mostrar coisas que jamais vai esquecer.

"Eu falava que ficava impressionada com a pobreza e a fome e ela disse que eu ainda não tinha visto nada, que me levaria em um lugar onde realmente a pobreza e a fome era extrema, e eu prontamente concordei", lembra.

A enfermeira levou a estudante em uma comunidade onde as famílias vivem em casas feita de materiais que eles encontram jogado no lixo.

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"Famílias de 10 pessoas que não tem comida para suprir o próprio gasto calórico. Tem crianças que nunca ingeriu proteína na vida e desenvolveram Kwashiorkor. Pelo menos 95% da população tem HIV e não tem dinheiro pra tratar, não tem dinheiro nem mesmo para comprar um paracetamol. Muitas morrem de fome ou das doenças oportunistas acusadas pela falta de água tratada ou alimentação adequada", detalha. 

"Eu senti um oco dentro de mim, um vazio tão grande, um desespero, perdi o meu chão. Eu não podia e não conseguiria sair dali sem fazer nada. Eles imploravam por ajuda, ficavam feliz só de ver pessoas diferentes, porque imaginam que algo faríamos", conta a jovem. 

Segundo ela, nas escolas, a maioria das crianças são órfãs ou abandonadas. Os parentes que lhes restaram pagam 2 dólares por mês para a escola para que elas possam comer lá, uma única refeição, porque em casa não tem.

Muitas crianças que não tinham ninguém que pagassem por elas, ou o parente não conseguiu dinheiro para pagar naquele mês. E então essas crianças ficavam sem poder comer, sentavam longe e sozinhas. Além disso, Existem crianças que não tem ninguém por elas, nem parentes e nem pais e sofrem ainda mais para conseguir sobreviver.

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Gabriele conta ainda que as freiras que administram os hospitais e as escolas olhavam com olhar de esperança, de expectativa. "E eu tava ali pra isso, cresci com isso na cabeça, então tive a ideia de, a curto prazo, aceitar doação das pessoas do meu Instagram que também se comoveram com a causa. E isso foi muito além, muito mais do que eu imaginada", destaca.

O número de doações e divulgações foram bem maiores do que Gabriele podia imaginar e segue acontecendo. "Ainda estamos recebendo essas doações. Mas tenho planos maiores pra esse lugar, planos a longo prazo, eu me recuso parar por aqui, eles merecem e precisam de muito mais", afirma.

A curto prazo está sendo arrecadando essas doações para levar comida e medicamento para as comunidades, e pagar a mensalidade das crianças da escola que não podem pagar. 

Gabriele volta dia 9 para o Brasil, mas deixa a enfermeira Joyce como responsável por receber todas as doações que ela conseguir arrecadar.

As doações podem ser fetas através do Pix: (67) 999332863 ou pelo QR CODE

Pix para Ajuda

Todo o valor arrecadado será para ajudar a população carente do Kenya e cada passo dessa ajuda será registrado e publicado no Instagram de Gabriele no @gaaabsm.

 

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