LIRAa mostra que casos e notificações estão controlados
Karina Aguilar
Publicado em 18/10/2023 às 16:54
Atualizado em 10/09/2026 às 14:25
A reunião do Comitê de Combate ao Aedes Aegypti apresentou nesta quarta-feira, 18, o LIRAa (Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti). Sem mortes, a cidade registrou 4.214 notificações de dengue este ano.
Dados da semana epidemiológica 41 – encerrada no domingo, 15 de outubro – mostram que Corumbá registrou 562 casos positivos da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Os bairros com maiores notificações suspeitas são: Guatós, Centro e Cristo Redentor. Com mais casos positivos registrados aparecem: Popular Nova; Centro e Dom Bosco.
Já o terceiro e mais recente ciclo do LIRAa traz a cidade com índice de infestação de infestação do mosquito Aedes aegypti de 2,6%. Os bairros com maiores indicadores são Guatós (7,6%); Jardim dos Estados (3,8%) e Dom Bosco (3,8%). O depósito predominante para a larva do mosquito transmissor é o reservatório do tipo A2 – caixas d’água em nível de solo.
“Os indicadores mostram um nível controlável, mas preocupante. No LIRAa, o aceitável é até 1%, mas estamos com 2,6%. No primeiro ciclo, em janeiro, estávamos com índice de 4,7%. Houve uma redução significativa, mas não é a ideal, que é até 1%. Precisamos, a partir de agora, começar a redobrar os cuidados. Temos preocupação o ano inteiro, mas agora é um momento crítico, o período de chuvas está para começar. Então, é a hora que a gente precisa do apoio da população para a ação de se autoproteger e proteger seus familiares. Estamos com esses indicadores, mas seguimos sem óbitos de dengue, zika e nem febre amarela”, disse a responsável pela Vigilância em Saúde Ambiental da Prefeitura de Corumbá, médica veterinária Walkíria Arruda da Silva.
Segundo a prefeitura, a preocupação com a febre amarela; chikungunya e zika vírus também foi abordada pela veterinária. A próxima reunião do Comitê de Combate ao Aedes Aegypti acontece em dezembro.
“Como já tivemos registros de zika e de chikungunya, então existe possibilidade de ter a circulação viral. (...) Não teve nenhum caso de febre amarela em Corumbá. Mas, tivemos um registro na Bolívia, na fronteira próxima com Corumbá, e o mosquito tem capacidade de voo, então é preciso seguir com atenção. O Comitê tem essa função, mostrar a realidade do município e ligar o ‘start’ para todos os envolvidos, entenderem a nossa preocupação e o porquê de nossa preocupação”, finalizou a responsável pela Vigilância em Saúde Ambiental.
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