dothCom Consultoria Digital
Publicado em 21/07/2008 às 16:33
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
Caso sua ambição seja aliar portabilidade e alta definição, vale conferir os novos notebooks da família Vaio, da Sony. Prevista para chegar às lojas em 25 dias, a série FW traz pela primeira vez aos PCs portáteis uma tela widescreen com proporção 16:9 - a mesma vista na maioria dos filmes em DVD e padrão para conteúdo em alta definição.
Comparado aos laptops com tela de 15.4 polegadas e proporção 16:10, mais comuns, a novidade em LCD de 16.4" da fabricante japonesa traz um ganho de 40% na área de trabalho. A maneira de aproveitar o espaço extra - que pode exibir mais células em uma planilha, widgets, até duas janelas inteiras de navegador ou exibir filmes sem as faixas pretas horizontais - fica a seu critério.
Mas não se engane. Apesar da resolução nativa de 1.600 x 900 ser superior à da concorrência, de 1.280 x 800, ainda é insuficiente para imagens em Full HD (1.920 x 1.080). "O Full HD foi criado para ser visto à distância. Na tela de notebooks, a diferença entre Full HD e HD é imperceptível", diz Marcelo Zuffo, pesquisador da USP.
Outra estréia na série FW, que substituirá a FZ, também voltada ao entretenimento, é a plataforma Intel Centrino 2.
Apesar do crescimento do mercado de notebooks no Brasil, com a estimativa de unidades vendidas chegando a 3 milhões segundo o IDC Brasil, esses lançamentos não são para qualquer usuário. O modelo de entrada da série FW sai a R$ 4.999. O top, equipado com leitor e gravador Blu-Ray, R$ 8.999. Francisco Simon, gerente de marketing para a Vaio ressalta que "não competirá por preços, mas configurações".
"O entretenimento é essencial à atividade humana e, hoje, guia o desenvolvimento das tecnologias digitais", garante Zuffo. "Mas não há necessidade de um leitor Blu-Ray em um notebook, salvo se o usuário trabalhar com aplicações que exijam alta definição e gastar vários discos para gravar seus arquivos ao dia." Em um Blu-Ray, é possível guardar até 60 vezes a capacidade do DVD. Mas problemas quanto ao preço da mídia e velocidade de acesso a dados exigem cautela.
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