Eu sei o que você está fazendo, e não é a lição de casa... Essa frase poderia muito bem ser dita por funcionários de uma escola de ensino secundário localizada na Pensilvânia, nos Estados Unidos. É que a instituição utilizava a câmera de computadores MacBooks (fornecidos por ela ao alunos) para “verificar o uso do equipamento”, segundo alguns pais de alunos.
Como resposta à iniciativa, os pais de um estudante entraram na Justiça para barrar esse tipo de ação, acusando a escola de invasão de privacidade. E o caso foi parar na mesa do FBI, que também investiga se a escola violou leis federais de uso de equipamentos eletrônicos.
Michael e Holly Robbins, pais do aluno, solicitam que o juiz Jan DuBoois proíba a escola de ativar remotamente a câmera do equipamento dos notebooks dos estudantes e que impeça os responsáveis pelo fato de solicitarem a devolução do portátil. Segundo eles, os diretores da escola querem ter os equipamentos em mãos para remover qualquer rastro do que teriam feito.
Segundo o superintendente da Lower Merion, Christopher McGinley, o recurso era utilizado apenas para ajudar na localização de notebooks roubados ou perdidos. Mas ele admitiu que os pais e alunos não foram avisados sobre o recurso. “Essa informação deveria ter sido fornecida. Lamentamos o fato”, afirmou ele.