Turismo
Em plena temporada de verão, a expansão de casos suspeitos de febre amarela vem afastando visitantes de cidades com atrações ecoturísticas em Goiás. Em Pirenópolis, um dos principais destinos do Estado, a prefeitura estima queda de 30% no número de turistas nos últimos dias.
A cidade foi apontada pelo Ministério da Saúde como o local onde o paciente Graco Abubakir, 38, que morreu na terça-feira em Brasília, contraiu a doença.
Em Caldas Novas, município onde há uma concentração de casas de veraneio, a Secretaria de Turismo local afirma que pode haver uma "redução drástica" de visitantes até o fim de janeiro. Turistas vem ligando para os hotéis preocupados com a situação da cidade. A cidade costuma receber até 450 mil turistas em janeiro.
Na vizinha Rio Quente, onde fica um complexo hoteleiro, também há preocupação dos que já reservaram vaga no lugar. Segundo a prefeitura, houve casos de turistas que desistiram de viajar, mas o movimento não chegou a ser afetado.
No dia 29 de dezembro, um macaco foi encontrado morto perto do resort. Como precaução, um posto de vacinação contra febre amarela foi montado ontem no complexo.
A dentista Ana Paula Gois, 27, ficou com medo de passar as férias em Pirenópolis, depois da morte do paciente de Brasília. "Estou com receio, ainda mais aqui que tem muita mata", disse, em uma fila de vacinação. Hospedada em um spa, ela afirmou que, enquanto a vacina não começar a fazer efeito (o prazo é de dez dias após a aplicação), evitará alguns programas, como caminhadas pela mata fechada.
NOTA DE FALECIMENTO
Natural de Porto Murtinho, ela viveu por mais de sete décadas de história na cidade. O seu velório teve início às 5h, na Capela da Pax Universal e o sepultamento está programado para as 16h.
METEOROLOGIA
Há possibilidade de pancadas de chuva à tarde e à noite; rajadas de vento podem chegar a 37 quilômetros por hora
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