dothCom Consultoria Digital
Publicado em 26/04/2008 às 14:10
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
Um estudo inédito para orientar políticas e ações públicas e privadas. Essa é a principal característica do Estudo de Competitividade dos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento − Relatório Brasil que foi apresentado durante Seminário Internacional: Perspectivas e Desafios para o Turismo - Copa do Mundo de 2014. O estudo é o ponto de partida para se aprofundar as reais necessidades das cidades candidatas a 2014. "O desafio é enorme no tema Copa do Mundo. Nosso grande objetivo é aumentar a competitividade e, para isso, é preciso priorizar destinos que receberão ações diretas. Foi isso que fizemos ao eleger os 65 destinos", disse o secretário Nacional de Políticas do MTur, Airton Pereira.
O estudo, realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), permite estabelecer um método criterioso de análise e mensurar os resultados, que serão utilizados para conhecer as reais necessidades dos destinos. "Tenho certeza que o setor fará um aprofundamento desse diagnóstico, que é um instrumento fundamental para o desenvolvimento do turismo. As informações coletadas nos 65 destinos serão aproveitadas para o estudo da Copa de 2014", disse o secretário.
O diagnóstico da FGV, encomendado pelo MTur, identificou que no Brasil, as capitais e as não-capitais avaliadas estão em nível 3 de desenvolvimento, numa escala de 1 a 5. Os temas analisados referem-se a Infra-estrutura, Turismo, Políticas Públicas, Economia e Sustentabilidade. As capitais lideram com 58,7 pontos. Na média nacional, o Brasil ficou com 52,7 pontos. As cidades que não são capitais ficaram com menor índice: 48,3. O estudo revelou que monitoramento e marketing foram os indicadores com menores notas. "Esse é um estudo novo. Foi um desafio elaborá-lo e acreditamos que avançamos e construímos uma metodologia mais eficiente e menos propícia ao erro", disse Luiz Gustavo, coordenador do Núcleo de Turismo da FGV.
O Estudo é uma ferramenta de gestão pública e possibilitará, além de um diagnóstico dos destinos, o seu monitoramento de desenvolvimento e o planejamento de ações. "Pela primeira vez no Brasil, o setor passará a ter um histórico da evolução desses municípios, do ponto de vista turístico", acrescentou Pereira.
O secretário Nacional de Políticas do Turismo do MTur, Airton Pereira, acredita que agora, com os resultados do estudo, os recursos direcionados aos 65 destinos beneficiarão os setores do turismo que precisam de investimentos urgentes. "A meta é tornar esses destinos referência em competitividade no mercado. Isso significa criar mecanismos para que os destinos tenham capacidade crescente de gerar negócios, proporcionando ao turismo uma experiência positiva".
Sobre a coleta de dados - A metodologia utilizada pelo Estudo considerou cinco "macro-dimensões": Infra-estrutura, Turismo, Políticas Públicas, Economia e Sustentabilidade. Esses itens correspondem aos ambientes em que a atividade turística se desenvolve e estão subdivididas em 13 dimensões, e estas em 61 variáveis. As perguntas feitas nos destinos estavam associadas e essas variáveis. Especialistas do setor opinaram sobre o peso que cada uma dessas variáveis deveria ter, considerando a importância para o desenvolvimento da atividade turística e a característica de cada um dos destinos.
A dimensão Acesso, por exemplo, foi detalhada a partir das condições identificadas para transporte aéreo, proximidade de grandes centros emissivos de turistas, acesso rodoviário e sistema de transporte no destino. Outra dimensão que pode ser exemplificada é Monitoramento, cujos resultados consideraram as menções atribuídas à capacidade de pesquisa de demanda, pesquisa de oferta, sistema de estatística do turismo, medição de impactos da atividade turística e estudos de pesquisas no destino.
O Estudo de Competitividade deixou claro que as dimensões que mais contribuíram para que a média nacional alcançasse 52,7 pontos foram: Infra-Estrutura Geral (61,8 pontos), Acesso (61,6 pontos), Aspectos Ambientais (59,0 pontos), Aspectos Sociais (57,2 pontos), Economia Local e Atrativos Turísticos (empatados com 56,9 pontos). A média de 58,7 pontos, alcançada pelas capitais, foi influenciada pela pontuação média das seguintes dimensões: Infra-Estrutura Geral (71,2), Capacidade Empresarial (70,3), Acesso (69,0) e Aspectos Ambientais (63,2).
Já a média de 48,3 pontos das não-capitais foi definida pelas pontuações das dimensões: Atrativos Turísticos (58,6), Acesso (56,3), Aspectos Ambientais (56,1) e Infra-Estrutura Geral (55,1). As dimensões que fizeram com que as não-capitais tivessem pontuação menor que as médias do Brasil e das Capitais foram: Monitoramento (30,0 pontos), Marketing (31,7 pontos), Serviços e Equipamentos Turísticos (33,8) e Capacidade Empresarial (36,7). Ou seja, esses são segmentos que mais precisam de incentivo técnico e de recursos.
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