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Turismo

Lençóis Maranhenses têm o tamanho da capital paulista

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Sol, sombra e água fresca. Sombra? "No mucho, pero sol, sí señor y como!" Água é o que não falta. Na verdade, uma imensidão de lagoas, criadas pela chuva, por onde a vista alcança. Mas, acredite, aquilo é um deserto. Pense no Saara. Só acrescente 300 vezes mais chuvas. Pronto. Está explicado por que, até mesmo na época da seca, as lagoas estão lá.


Nos Lençóis Maranhenses, a sensação é a de ser uma formiguinha no meio de uma imensidão de areia. Só para ter uma idéia, a área toda é do tamanho da cidade de São Paulo.
Não existe nada parecido no Brasil. O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é dominado por dunas que chegam a ter 40 m e por uma seqüência de lagoas de águas transparentes, às vezes azuis, outras, esverdeadas.


O ponto de partida para conhecer o parque é a pequenina e simpática Barreirinhas, com sol escaldante de queimar o coco. É lá que ficam pousadas, restaurantes, lojas de cerâmica e saída para os passeios. Sem contar os bailinhos de forró.


Reserve ao menos dois dias de viagem para conhecer a capital São Luís, com seu casario colonial. Uma riqueza de texturas e cores, com muitos azulejos franceses em relevo. Em cada esquina, beco e travessa, um som diferente: forró, samba de corda, MPB e as megapopulares radiolas com seu reggae. Entre um rebolado e outro, as saborosas batidas de frutas típicas feitas de tiquira, aguardente de mandioca. Bateu ressaca? Vai de guaraná Jesus. Doce ao extremo, cor-de-rosa fosforescente. Lembra recheio de chiclete tutti frutti.


Fica a dica: nem pense em voltar do Maranhão sem atravessar para o outro lado da baía de São Marcos e chegar a Alcântara, fundada na metade do século 17. Com suas ruínas históricas, parece que o tempo passa mais lentamente por lá. Logo na chegada, os meninos oferecem ao visitante o doce de espécie, típico do lugar, iguaria semelhante a um bom-bocado. Enquanto se caminha, o guia conta a história, com aquele sotaque gostoso, e o visitante vai clicando tudo o que vê pela frente. No final do percurso, a cabeça tonteia.


"O que é aquele pássaro, de coloração vermelho-viva, que parece ter sido pintado à mão?" Naquela hora, qualquer explicação é em vão. A visão é tão impressionante que não há espaço para os outros sentidos.

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