X

Turismo

Piscinas no mar formam cenário dos sonhos em Porto de Galinhas (PE)

Compartilhe:

A-

A+

Vamos combinar, São Paulo não tem nada a ver com o verão. A multidão de carros e o excesso de concreto só alimentam a sensação de fadiga. Nesses dias de calor senegalês, bate um desespero de pular com roupa e tudo na primeira piscina que aparecer pela frente.



Agora, pense "na" piscina, estrategicamente esparramada por um oceano de água transparente, repleta de peixinhos, com jangadas colorindo o entorno, tudo isso pertinho da praia. Mas, para esse desejo prosperar, você terá que embarcar para Porto de Galinhas. Pronto!


Forasteiros apressados vão logo tachá-la de Cancún brasileira. Nada mais reducionista. Porto, como o lugar é carinhosamente chamado pelos nordestinos, é muito mais. Esse pedacinho de litoral no sul de Pernambuco tem algumas peculiaridades que garantem sua fama.


Verdade, inconveniente, seja dita: Porto de Galinhas cresceu demais e perdeu aquele ar bucólico e o sossego de tempos passados. Vinte anos atrás, era um simples vilarejo de pescadores. Nem energia elétrica havia nos anos 1960. Só foi ganhar hotel na metade dos anos 1980.


Hoje, é considerada uma das praias mais badaladas do Brasil, com uma infraestrutura invejável de hotéis e resorts para todos os bolsos e gostos. Há bons e sofisticados restaurantes, cafés, baladas animadas e opções de passeio.


O mais famoso deles é o de jangada para as piscinas naturais, formações de coral que se tornam verdadeiros aquários de águas transparentes. Mas isso só acontece na maré baixa. Portanto, fique esperto. Lá está apinhado de jangadeiros que enganam os turistas e os conduzem na hora em que a maré está subindo. Quando se chega lá, cadê as piscinas? É tarde, já foram encobertas pelo mar.


Além de ser o mais procurado, o passeio também é o mais acessível: custa R$ 10, com duração de 45 minutos. As jangadas saem do centrinho de Porto. Em menos de cinco minutos, vão deixando aqueles coqueiros, espalhados por cerca de 5 km de areia branca e batida, e aportam naqueles tanques naturais criados por arrecifes. Porto leva outra vantagem nesse quesito: suas piscinas naturais são as mais fáceis de serem alcançadas em todo o litoral brasileiro. Acredite, quem tem fôlego vai até nadando.


Tem gente que enxerga em suas águas tons dignos do Taiti. Outros veem semelhanças com o mar do Caribe. Nessa viagem por referências, logo vem a brisa gostosa nos despertar de qualquer delírio. Ou melhor, nos transportar para outro: o de mergulhar naquelas águas mornas e estimulantes.


No vaivém de cardumes bem diante de nossos olhos, fica nítido por que não é de hoje que Porto roubou da capital, Recife, o posto de maior polo turístico do Estado.


Então, fuja para Galinhas.


De volta à areia, difícil é escapar delas --as galinhas. Umas dão pinta de "snorkel", óculos escuros e chapéu. Outras, fashionistas, com olhinhos puxados, touquinha na cabeça ou bobes coloridos, fazendo a linha moderna. Interativas, há aquelas que surgem de câmera a tiracolo. Estão espalhadas por todos os cantos -as esculturas, diga-se de passagem, feitas de coco seco que não se desenvolveu e caiu do pé, além do tronco. Algumas levam o singelo apelido de Filomena.


Símbolo do vilarejo, as galinhas são confeccionadas por artesãos como Gilberto Rodrigues, 48, o Carcará, um dos principais artistas que dão "vida" às bichinhas, para a alegria dos turistas, que são muitos. Motivo: o "verão" é lançado oficialmente em Porto de Galinhas em setembro, quando em São Paulo ainda faz aquele tempo feio, cinza e deprê.

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

Homenagens marcam o centenário de morte do primeiro padre de Aquidauana

FÉ CATÓLICA

Homenagens marcam o centenário de morte do primeiro padre de Aquidauana

Julião Urquia foi o primeiro pároco da cidade estando presente desde a fundação de Aquidauana. Os 100 anos de sua morte foram marcados por grande visitação ao seu túmulo, localizado atrás do Cruzeiro do Cemitério Municipal

Mega da Virada pode pagar prêmio superior a R$ 1 bilhão

LOTERIAS

Mega da Virada pode pagar prêmio superior a R$ 1 bilhão

Concurso especial terá apostas abertas até 31 de dezembro; prêmio pode superar o recorde de R$ 1,09 bilhão pago em 2025

Voltar ao topo

Logo O Pantaneiro Rodapé

Rua XV de Agosto, 339 - Bairro Alto - Aquidauana/MS

©2026 O Pantaneiro. Todos os Direitos Reservados.

Layout

Software

2
Entre em nosso grupo