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Fim do defeso

Pesca volta com força total nos rios de Aquidauana e Miranda

Pescadores estão com iscas e olhos voltados para os rios da região

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Para alegria de todos os envolvidos na pesca, seja por esporte ou profissão, chegou ao fim o período do defeso 2022, e desde o dia 01 de março de 2023, profissionais da pesca, e, principalmente, amantes do esporte, estão de isca e olhos, voltados principalmente para os rios Miranda e Aquidauana. Os rios são ricos para o setor, na região do Pantanal sul-mato-grossense onde a pesca esportiva chegará com força total, aquecendo a economia e promovendo o turismo na região, uma vez que o Estado do Mato Groso do Sul tem elevado potencial de pesca. 

Desde o dia 3 de novembro de 2022, os praticantes da pesca tanto por lazer quanto por profissão, estiveram impedidos de retirar dos rios da bacia sul-mato-grossense, qualquer peixe, em respeito ao período de defeso. Essa é a época em que a prática da pesca fica suspensa por ser o tempo de reprodução dos peixes e da piracema, (que significa subida ou agitação dos peixes), que por questões de defesa ao meio ambiente, torna-se proibido por lei, pescar, seja por esporte ou mesmo por profissão. Esta, porém, tem uma legislação específica que ampara o pescador artesanal no período. 

Para aqueles que praticam a pesca por esporte as expectativas são as melhores possíveis com o retorno dos torneios que atraem pescadores das mais variadas regiões do país. E para saber mais sobre esse momento tão esperado, de retorno da pesca, e principalmente a esportiva, O Pantaneiro conversou com Bruno Giroto, que foi campeão da FIPEC/2022 (Festival Internacional de Pesca Esportiva de Corumbá/MS). Segundo Bruno, as expectativas são as melhores possíveis com as restrições das cotas e com a proibição da pesca de Dourado, os pescadores estão observando aumento no estoque pesqueiro, o que vem melhorando a cada ano. Outro fator que contribui para o aumento dessas expectativas é a questão das cheias.

Anos de cheia são os melhores para a prática da pesca esportiva

Bruno Giroto com um dos exemplares pegos em rios de nossa região

De acordo com Giroto, os anos de cheia dos rios são os melhores para a prática do esporte assim como para a pesca em geral. Sobre esse assunto, Bruno destaca ainda: “A expectativa econômica do setor é muito grande. Aquidauana, Miranda e propriamente dito, Corumbá, o pantanal, depende muito da pesca. É um turismo muito forte da pesca, vem pessoas de todos os Estados, São Paulo, Sul, Minas. Economicamente para essas cidades que cercam os rios Miranda, Aquidauana e até Corumbá, é muito bom. Todo o comércio acaba sendo impactado por esse turismo que vem de Fora”. 

Vale lembrar aos pescadores que: desde 2020, só é permitido levar um exemplar de peixes de espécie nativa (por exemplo: pacu, pintado, cachara, jaú, dentre outros), além de cinco exemplares de piranhas, dentro das medidas mínima e máxima. Se a espécie pescada estiver fora dos tamanhos permitidos, deve ser solta imediatamente no local. Já a pesca do dourado segue proibida até 2024, conforme Lei 5.231, Lei nº 5.321 de 10 de janeiro de 2019.

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