Aquidauana
As reclamações dos moradores estão relacionadas à sujeira causada dentro de casa
O incômodo persiste para os moradores das áreas habitacionais próximas a uma siderúrgica em Aquidauana, onde o pó preto resultante da produção continua causando transtornos significativos.
As queixas dos residentes concentram-se nos impactos da sujeira dentro de suas casas. Ao deixarem as janelas abertas, a poeira preta é trazida pelo vento para o interior dos lares, sujando tudo e gerando um grande transtorno diário.
Rafael Miranda de Moraes, morador do bairro Chapecoense há 9 anos, expressa sua frustração ao afirmar que lida com o problema do pó preto há anos.
"A fuligem e a poluição são excessivas, durante todo o dia precisamos limpar constantemente a nossa casa. Não vivemos aqui, apenas sobrevivemos. Tenho um filho pequeno que passa o dia preso dentro de casa por medo dessa sujeira".
Siderúrgica em Aquidauana - Foto: Rafael Barbosa / Jornal O Pantaneiro
O gastrônomo Eduardo Lucarelli destaca que a sujeira é um problema diário, forçando a família a manter a casa trancada. "Tenho um filho de dois anos que fica confinado em casa, nem na varanda pode brincar devido à sujeira e fuligem".
O aposentado Rosino Coelho relata que seus pés ficam constantemente sujos de carvão. "É impossível viver assim, temos que lavar a casa todos os dias, e sempre foi assim".
A comunidade aguarda ações efetivas das autoridades competentes para lidar com a questão e assegurar um ambiente livre da constante presença do pó preto. - Foto: Rafael Barbosa / Jornal O PantaneiroOs moradores clamam por uma solução efetiva para esse problema ambiental persistente, buscando uma melhoria em sua qualidade de vida e a garantia de um ambiente mais saudável para as futuras gerações.
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