Crianças amamentadas com leite materno tiveram um melhor desempenho em testes de QI (Quociente de Inteligência) do que crianças que não tiveram a mesma alimentação, mas apenas quando eram portadoras de uma versão do gene FADS2, segundo pesquisa do Instituto de Psiquiatria do King's College de Londres.
Estudos anteriores já haviam relacionado o QI mais alto à amamentação com leite materno, mas havia dúvidas se isso era devido apenas ao próprio leite, que é rico em ácidos graxos.
O gene FADS2 está envolvido no metabolismo desses ácidos, que estão ligados ao desenvolvimento do cérebro.
Crianças que haviam tomado leite materno quando bebês tiveram sete pontos de vantagem em testes de QI, o suficiente para incluir uma criança entre os 30% mais inteligentes de uma classe, de acordo com os pesquisadores.
As conclusões do trabalho científico foram publicadas na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
Cerca de 90% das pessoas são portadoras da versão do gene associado ao QI mais alto em crianças que receberam leite da mãe.
Os pesquisadores usaram dados de dois estudos anteriores com um total de 3 mil crianças da Grã-Bretanha e da Nova Zelândia.
O teste de QI foi aplicado em diferentes momentos em crianças com idades entre cinco e 13 anos.
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