O número de cirurgias para a redução do estômago, conhecidas cientificamente como bariátrica, está aumentando a cada dia. Muito se deve à maior tendência à obesidade observada em vários países assim como aos "apelos dos ditames sociais de beleza". Entretanto, deve ser sempre considerado que, mesmo com as devidas indicações, a cirurgia bariátrica apresenta riscos significativos que devem ser levados em consideração antes de ser realizada.
Um dos principais problemas enfrentados por quem faz a redução do estômago é enfrentar a perda de peso progressiva. Nem sempre a tão desejada diminuição do corpo é encarada com tranqüilidade. Além disso, a restrição e reeducação alimentar muitas vezes não são bem aceitas entre aqueles não preparados psicologicamente, gerando distúrbios emocionais e até orgânicos. Um outro problema enfrentado é a flacidez, principalmente do abdômen. Esses obstáculos, juntamente a outros, devem ser enfrentados pelo paciente, interferindo significativamente na sua qualidade de vida.
Preocupados com esse assunto, pesquisadores italianos da Universidade de Turin realizaram um estudo para avaliar os impactos da cirurgia plástica da barriga sobre a qualidade de vida após a realização da redução do estômago. A revista médica Obesity Surgery publicou os resultados da pesquisa.
De acordo com os pesquisadores, ao perder peso, o primeiro problema enfrentado pelo paciente é a flacidez, especialmente abdominal. Diante disso, pacientes que realizaram cirurgia para redução do estômago foram avaliados antes e após a cirurgia plástica para a correção da flacidez.
O que se observou é que a cirurgia plástica, apesar de ser um procedimento aparentemente simples, está associada a muitas complicações. Entretanto, ao se verificar a qualidade de vida alcançada posteriormente, nota-se que tal tratamento é parte essencial na reabilitação do paciente e na melhora de sua qualidade de vida.
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