Uma carta escrita por Abraham Lincoln contra a escravidão, em 1864, foi leiloada na quinta-feira por 3,4 milhões de dólares, segundo a casa Sotheby's. A cifra representa um novo recorde para peças relativas ao 16. presidente dos EUA.
Trata-se de um manuscrito em que Lincoln responde a um apelo de crianças para libertar "todas as criancinhas escravas neste país". Foi comprado por um colecionador norte-americano que deu o lance por telefone, segundo a Sotheby's.
O recorde anterior para um manuscrito de Lincoln foi de 3,1 milhões de dólares, por um documento vendido em março de 2002 pela casa de leilões Christie's.
"Por favor, diga a essas pessoinhas que estou muito feliz por seus jovens corações serem tão cheios de solidariedade justa e generosa, e que, embora eu não tenha o poder de conceder o que elas pedem, confio em que elas lembrem que Deus tem (tal poder), e que, parece, Ele deseja fazer isso", escreveu Lincoln na carta.
Para a Sotheby's, trata-se possivelmente "da declaração mais pessoal e forte de Lincoln sobre Deus, escravidão e emancipação".
A petição à qual ele respondia havia sido assinada por 195 crianças.
Em 1862 e 1863, Lincoln assinou duas portarias conhecidas conjuntamente como Proclamação de Emancipação, que declarava livres os escravos mantidos em alguns Estados confederados. A 13a emenda à Constituição, que aboliu formalmente a escravidão, foi ratificada em dezembro de 1865, oito meses após o assassinato de Lincoln.
A carta era o principal item do leilão de manuscritos da história norte-americana, vários deles de presidentes do país, oriundos da coleção Robert Small.
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