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Alergia não é doença, mas característica individual

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Cerca de 35% da população brasileira sofre com intolerância a determinadas substâncias


Você sabe como prevenir seu filho de desenvolver alergias? No Brasil, que segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 35% das pessoas sofrem com algum tipo de alergia, evitar o desenvolvimento dessas reações é muito mais eficaz do que tratá-las após o aparecimento.


Estudos e pesquisas nesta área afirmam que filhos de pais com alergias têm maior probabilidade de serem alérgicos. De acordo com a médica Yolanda Schrank, quando um dos pais é alérgico a criança tem de 20 a 30% de chance de desenvolver intolerâncias a determinadas substâncias e, em casos que os dois pais apresentam reações, a possibilidade dos filhos terem alergia sobe para 60%.


"É importante ressaltar que as manifestações alérgicas podem se desenvolver em qualquer fase da vida e até mesmo em indivíduos sem histórico familiar. Basta para isso, que ele seja exposto a determinados alérgenos que ultrapasse o limite de tolerância de seu organismo", comenta.


Por que alergia não é doença


As alergias não são consideradas doenças, mas sim características individuais. A pessoa alérgica é aquela que reage de forma exagerada a determinado estímulo, considerado normal para outros indivíduos. No Brasil, os tipos mais comuns são as respiratórias, como asma (bronquite alérgica ou bronquite asmática) e rinite, e as cutâneas.


Para evitar alergias, é necessário conhecer a substância que pode desencadeá-la. Para identificar os agentes responsáveis pelas reações alérgicas são necessários testes clínicos de provocação oral (inclusão e exclusão de determinados alimentos na dieta do paciente) e uma série de métodos para avaliação diagnóstica. Entre eles, os testes alérgicos de leitura imediata, chamados intradérmicos, e os de contato, que demoram até 72 horas. Os exames de sangue com dosagens específicas de anticorpos também são bastante utilizados nos diagnósticos das alergias.


Após a detecção dos alérgenos responsáveis pelas reações é hora de iniciar o controle. Quando a alergia é alimentar, basta evitar o consumo do alimento nas refeições. Já quando os sintomas são desencadeados por elementos presente no ar, como poeira e fungos, é preciso tentar diminuir hábitos que colocam o paciente em contato com as substâncias. Para tanto, devem ser adotadas medidas como uso de protetores plásticos de colchões e travesseiros, utilização de pano úmido diariamente na limpeza doméstica, troca de cortinas por persianas, entre outros. "É possível também diminuir gradativamente a sensibilidade por meio da imunoterapia (vacinas específicas), prescrita por um especialista", completa.


Principais alérgenos (substâncias que acarretam reações alérgicas): pólen; fungos; ácaros; leite; frutos do mar; ovos; determinados insetos possuem alérgenos em seu veneno; determinadas plantas.

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