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Acesso a contraceptivos e gravidez precoce crescem

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O acesso a métodos contraceptivos entre as mulheres brasileiras cresceu entre 1996 e 2006, aponta pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (3). No entanto, o número de adolescentes grávidas também aumentou no período.


Segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS), a distribuição gratuita de métodos contraceptivos cresceu 200% em dez anos.


Foi verificado também que a entrada na vida sexual se dá cada vez mais cedo entre as brasileiras. Se, em 1996, 11% das entrevistadas declaravam ter tido a primeira relação sexual aos 15 anos, em 2006 o índice subiu para 32,6%. O levantamento aponta ainda que 74% das mulheres tiveram a primeira relação até os 20 anos nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.


A entrada mais precoce na vida sexual fez cair a média de idade para o primeiro filho, de 22,4 anos para 21 anos. O número de meninas grávidas aos 15 anos também subiu no período, de 3% para 5,8%.


A alta no porcentual, porém, não se deu por falta de informação: 99,9% das mulheres entrevistadas pela pesquisa disseram conhecer métodos anticoncepcionais, chegando a 100% entre as mulheres sexualmente ativas, mas que não têm parceiros fixos.


O maior acesso a contraceptivos é apontado como um dos motivos para a queda de cirurgias de esterilização. Em 1996, um porcentual de 27,3% de mulheres se submeteu ao procedimento, contra 21,6% em 2006. Entre os homens, o procedimento subiu de 1,6% para 3,4%.


Para o diretor do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas do Ministério da Saúde, Adson França, os números representam uma tendência positiva, pois indicam que os homens estão participando mais do planejamento familiar.


Gestantes no campo


A pesquisa também revelou melhoria no acesso à saúde das gestantes no meio rural. O número de mulheres grávidas que não se submeteram a nenhuma consulta pré-natal foi de 3,6% em 2006, ante 31,9% em 1996. O meio urbano também teve queda nesse porcentual, de 8,6% para 0,8%.


Os partos domiciliares no campo também caíram, de 19,8% para 3,5%. A presença do médico durante o parto subiu para 82,6% em 2006 - dez anos antes, era de 57,7%


Foram entrevistadas 15 mil mulheres em idade fértil (entre 15 e 49 anos) e 5 mil crianças com até 5 anos na elaboração da PNDS, que foi financiada pelo Ministério da Saúde.

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