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Estudo confirma eficácia de vacina contra rotavírus infantis

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A vacina contra os rotavírus gastrointestinais infantis, responsáveis pela maioria das diarréias severas em crianças, reduziu em 94% a taxa de internação nos Estados Unidos por essa infecção, dois anos depois de sua entrada no mercado, revelam estudos publicados neste sábado.


Antes da chegada dessa vacina, esses agentes patógenos altamente contagiosos, que provocam desidratação, afetavam 2,7 milhões de crianças americanas com menos de cinco anos, anualmente. Desse total, entre 55.000 e 70.000 são hospitalizadas, e de 20 a 60 não resistem e morrem.


No mundo, os rotavírus matam quase 600.000 crianças de pouca idade todos os anos, sendo que 80% das vítimas vivem nos países mais pobres.


Um desses estudos, apresentados neste sábado na 48ª Conferência Anual sobre os Agentes Antimicrobianos e a Quimioterapia (ICAAC), em Washington, apóia-se nos dados procedentes de pedidos de reembolso de atendimento para cerca de 61.000 crianças, coletados nas companhias de seguro americanas, durante as temporadas de infecção (dezembro a junho) em 2007 e 2008.


O objetivo dessa análise era avaliar o impacto da vacina Rotateq, do grupo farmacêutico americano Merck, aprovada em fevereiro de 2006 pela FDA, a agência que regula o setor de remédios e alimentos nos EUA.


Os centros federais americanos de controle e prevenção de doenças recomendam que os novos recém-nascidos recebam três doses orais dessa vacina, aos dois, quatro e seis meses.


Um outro estudo mostra que o número de análises de laboratório que deram resultado positivo para os rotavírus diminuiu em 83%, durante o mesmo período de referência, de acordo com a empresa Focus Diagnostic.


Em outra pesquisa, realizada com base nos dados nacionais da Quest Diagnostic, 27.625 testes foram feitos durante a temporada de infecção durante três anos, antes da comercialização da vacina. Desse total, 26% deram positivo para rotavírus.


Na mais recente campanha de infecção de rotavírus (dezembro de 2007/junho de 2008), após a venda da vacina da Merck, 21.873 testes foram feitos e apenas 7,8% eram positivos.


"Essa redução drástica do número de casos de infecção por rotavírus mostra que a vacina RotaTeq é muito eficaz", ressaltou o doutor Steven Hatch, da Faculdade de Medicina da Universidade de Masschusetts (leste), autor de um dos estudos.


A vacina do laboratório americano Merck (RotaTeq) é fabricada geneticamente e visa a um amplo leque da família dos rotavírus.


A de seu concorrente Rotarix, do grupo britânico GlaxoSmithKline, ministrada em duas doses por via oral, tem como alvo um único tipo de rotavírus, mas também se mostrou eficaz contra várias outras cepas.

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