X

Dengue deixa 71 municípios brasileiros 'em alerta'

Compartilhe:

A-

A+

Levantamento do Ministério da Saúde sobre a infestação por dengue mostra que 71 municípios brasileiros estão "em alerta". Desses, 14 são capitais.


A classificação inclui as localidades onde foram encontrados focos do mosquito em 1% a 3,9% dos domicílios visitados.


Entre as capitais em estado de alerta estão Salvador (3,4%), Porto Velho (3,3%), Rio Branco (3,3%) e Rio de Janeiro (2,9%).


A pesquisa do Ministério da Saúde foi realizada em 161 municípios. O grupo considerado em situação "satisfatória" (menos de 1% de domicílios infestados) subiu de 53,8% para 57,8%.


A situação é considera "de risco" (acima de 4%) em cinco municípios: Epitaciolândia (AC), Várzea Grande (MT), Mossoró (RN), Itabuna (BA) e Camaçari (BA).


Dessas cidades, o pior índice foi registrado em Epitaciolândia, localizada na divisa com a Bolívia. Ali, o índice médio ficou em 7,4% - contra 1,1% no ano passado.


Rio de Janeiro


A cidade do Rio de Janeiro, que passou por um surto de dengue no início do ano, conseguiu reduzir seu índice médio, de 3,7% para 2,9%. No entanto, a cidade ainda apresenta o pior índice de todo o Estado.


Algumas cidades fluminenses também apresentam regiões críticas. O município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, tem índice médio de 0,9%, mas em alguns bairros o índice sobe para 9,8%.


Em São Paulo, apenas três municípios encontram-se em alerta. O Ministério da Saúde chama atenção para a cidade de São Sebastião, no litoral, onde o índice de infestação subiu de 2,3% para 2,8%.


A região Sul apresenta os melhores índices do país, com 0,6% de domícilios infestados. No ano passado, porém, esse número era zero.


Combate


Durante a divulgação do relatório, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, fez um pedido para que as equipes de transição - que estão para assumir as prefeituras - não esperem até o ano que vem para adotar estratégias contra a dengue.


"As ações devem começar já", disse o ministro.


Ele informou ainda que a verba para combate à dengue ganhou mais R$ 200 milhões este ano, somando agora R$ 1,08 bilhão.


O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou que vai colocar à disposição do Ministério da Saúde um efetivo com 2,321 mil militares.


Eles serão chamados a campo quando e se houver necessidade e estarão a postos em 24 horas, segundo Jobim.


"Antes se recorria ao Exército em cima de um fato já ocorrido, o que levava normalmente 15 dias", disse o ministro.


Foco


O levantamento mostrou ainda quais são os principais focos da doença em cada região.


No Nordeste, o abastecimento precário de água foi responsável por 62,1% dos focos encontrados.


"Não podemos destruir esses depósitos. Precisamos ter investimentos básicos nessas regiões em relação a isso (abastecimento)", disse Jobim.


Já na região Sudeste, os vilões são os depósitos domiciliares, que incluem, por exemplo, vasos e pneus destampados. Esses recipientes responderam por 48,7% dos focos de mosquito encontrados.

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

Democratas assumem controle das duas casas do Congresso dos EUA

INTERNACIONAL

Democratas assumem controle das duas casas do Congresso dos EUA

Partido conquistou maioria na Câmara e no Senado; resultado muda a relação entre Legislativo e governo Trump

Polícia Civil apura confusão que deixou dois idosos feridos em aldeia

TAUNAY

Polícia Civil apura confusão que deixou dois idosos feridos em aldeia

Ocorrência mobilizou equipe da PM de Aquidauana; versões sobre o início da discussão são divergentes

Voltar ao topo

Logo O Pantaneiro Rodapé

Rua XV de Agosto, 339 - Bairro Alto - Aquidauana/MS

©2026 O Pantaneiro. Todos os Direitos Reservados.

Layout

Software

2
Entre em nosso grupo