Uma variação genética que vêm sendo associada à obesidade - o gene FTO - parece não regular a queima de calorias, mas pode influenciar o tipo e a quantidade de alimentos consumidos, segundo estudo publicado no New England Journal of Medicine. Avaliando quase 3 mil crianças com idades entre quatro e dez anos, pesquisadores escoceses descobriram que a variação genética estava associada com o aumento do peso em todas as crianças. E um subgrupo apresentou, ainda, uma associação do gene com maior gordura corporal. Os pesquisadores não encontraram uma diferença metabólica entre os participantes com a variação genética e aqueles sem ela, indicando que o gene não afeta a queima de gorduras. Mas a mutação foi associada ao aumento do consumo de calorias, sugerindo que o controle do consumo poderia prevenir o desenvolvimento da obesidade relacionada ao FTO.
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