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Você teria coragem de comer carne clonada?

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Por mais que você seja adepto das comidas exóticas e extravagantes, você teria coragem de pedir uma carne clonada em um restaurante francês? Ou então, um delicioso hambúrguer clonado acompanhado de fritas? Pois é, nenhuma outra palavra é tão, digamos, banida de um cardápio, como "clonada". A surpresa, no entanto, está no documento publicado pela Food and Drug Administration (agência norte-americana que regula produtos alimentícios e farmacêuticos), que declara a carne clonada com saudável e segura para o consumo.


A posição do órgão americano teria sido reforçada por cientistas da Europa que indicam não só a carne, mas também o leite oriundo de animais clonados, como próprios para o consumo, segundo divulgado pela versão online da revista Newsweek.


A reportagem salienta ainda que europeus tenderiam a ter certa repulsa a modificações "estranhas" no alimento. De acordo com a Newsweek, eles teriam conseguido, inclusive, legislações para regulamentar alimentos geneticamente modificados - ao contrário dos americanos, que estariam pouco preocupados com sua comida. Não é de se estranhar, portanto, que alguns grupos tenham se levantado contra a liberação das carnes modificadas, e estejam exigindo uma rotulação específica.


Segundo a revista, a carne clonada teria sabor inferior, o que, por si só, já poderia significar uma derrota na guerra comercial. Além disso, a publicação reforça que, apesar de um animal clonado ser uma cópia exata, nada garante que o resultado final seja o esperado. A tese seria reforçada por estudos da biologia que comprovam que alterações de DNA são comuns - um anima sadio, portanto, pode não ter um clone com as mesmas qualidades.


Criadores de gado e a clonagem
A clonagem de animais, de acordo com a Newsweek , teria animado os criadores de gado, uma vez que eles vêem na técnica uma maneira fácil e rápida de garantir a reprodução de animais de elite - alguns machos chegariam a custar U$100 mil. "Fazendeiros já clonaram algumas centenas de gados de elite nos Estados Unidos", teria dito à revista o veterinário Dave Farber, também presidente do Trans Ova Genetics of Sioux Center, de Iowa.


A discussão, no entanto, retoma o tom acalorado quando os grupos anticlonagem saem à frente. "Se todos os detalhes não estão claros, não se sabe com o que se está lidando ao certo", teria dito Sonja Van Tichelen, diretora do Eurogroup pelos Animais.


O problema recairia, então, à falta de estudos sobre as possíveis conseqüências de uma modificação genética inexperada no gado clonado. "Mesmo que um animal clonado com sucesso tenha uma aparência normal, há a chance de algum defeito genético que o torne impróprio para o consumo", teria informado a Union of Concerned Scientists (União dos Cientistas Preocupados, em tradução literal).

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