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Depressão em idoso é fator de risco para Alzheimer

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"Estilo de vida saudável pode garantir um cérebro saudável e diminuir a vulnerabilidade" As experiências, os estados de ânimo, as emoções, o nível de alerta, a ansiedade e o estresse modulam fortemente as memórias. As queixas de falhas de memória são comuns em pacientes idosos deprimidos.


É muito comum a pessoa com depressão se queixar de dificuldades de atenção, de concentração e de memória para fatos e informações recentes.


Várias doenças causam alterações de memória, mas a depressão na velhice é a causa mais frequente e prevalente que prejudica os desempenhos de memória. *Perto de 10% da população adulta e 20% ou mais da população acima de 65 anos padecem de depressão clinicamente importante, e das falhas de memória que a acompanham.


Depressão: sinais
A depressão é uma doença séria que inclui desânimo e tristeza em grau maior do que as circunstâncias da vida do paciente justificam. A depressão abrange também outros sintomas (insônia matutina, ansiedade, falta de motivação, apatia, etc.). Em todos os casos deve ser tratada por psiquiatras. O tratamento cuidadoso da depressão com psicoterapia e medicamentos traz consigo a melhora da memória: não é oportuno nem útil tratar os distúrbios de memória isoladamente, já que sua reativação, na pessoa com depressão pode causar a recordação de más lembranças e aumentar as perspectivas de suicídio.


Depressão em idoso é fator de risco para Alzheimer
A depressão em idosos tem sido considerada um fator de risco para o desenvolvimento posterior de demência do tipo Alzheimer. A depressão pode manifestar-se no início de uma demência e, quando juntas, essas enfermidades agravam ainda mais a capacidade funcional do paciente. A depressão pode conduzir a comprometimento cognitivo temporariamente, muitas vezes dificultando o diagnóstico diferencial entre esse quadro e a demência.


Um dos pontos que mais podem influenciar na vida e na memória dos idosos é o isolamento social, ou seja, a forma que alguns escolhem, consciente ou inconscientemente, para viver. É muito ruim para qualquer pessoa viver sozinho. As portas abrem-se para as alterações afetivas, como a depressão, contribuindo para um declínio cognitivo.


As alterações de memória na depressão interferem na vida diária da pessoa idosa, dificultando o cuidar das finanças, cuidar da casa, organizar as refeições, os compromissos. Nos casos de depressão a pessoa percebe que há algo errado na sequência de seu pensamento ou na busca das palavras, no processamento das informações. Embora, o esquecimento também faça parte da memória, tem uma função adaptativa na nossa vida. Existem coisas na vida que seria melhor esquecer. Mas nem sempre o cérebro consegue esquecer determinados conteúdos. Na depressão, por vezes, torna-se difícil a pessoa ser capaz de esquecer o que não tem importância.


É aconselhável procurar ajuda, é necessário fazer uma avaliação cognitiva para investigar o grau de comprometimento e estabelecer o tratamento adequado. Um estilo de vida saudável pode garantir um cérebro saudável e diminuir a vulnerabilidade.

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