X

Só é calvo quem quer, garantem especialistas

Compartilhe:

A-

A+

Paulo ainda era um estudante da escola média quando os amigos passaram a chamá-lo de "O Cabeleira", por causa da quantidade de seus cabelos e do rabo-de-cavalo que usava. Ele entrou na faculdade, o corte se modernizou, mas as fartas madeixas ainda impressionavam. Um amigo careca sempre puxava seu cabelo e dizia: "Vamos ver se é peruca ou não". Claro que a brincadeira o incomodava, mas era compreensível: "Como é que eu tinha tanto cabelo e ele quase nada?"


Por muito tempo, o cabelo foi símbolo de juventude, força e virilidade, e até hoje é considerado parte importante da aparência, capaz de influenciar a imagem que temos de nós mesmos, assim como nossas emoções. Estudos científicos que revelaram o quanto pode ser devastador para um jovem de 20 anos a perda de seus cabelos.


Pesquisador do comportamento dos calvos há mais de 10 anos, Thomas F. Cash, professor da Old Dominium University in Norfolk, em Virginia, EUA, afirma que o que se passa na cabeça dessas pessoas é que elas geralmente acreditam que "ninguém vai amá-los e que as portas do futuro lhes serão fechadas". Cash explica que, no meio social em que vivem, os carecas aprendem a conviver com comentários pejorativos sobre sua aparência, e isso faz com que vivam se comparando aos demais, muitas vezes reforçando a imagem negativa que têm de si.


Imagem corporal


Segundo o especialista, o impacto dessas circunstâncias pode ser tão grande, que muitos deles têm procurado ajuda psicológica. No consultório, a terapia cognitivo-comportamental tem sido bastante útil, pois permite que a pessoa identifique e modifique crenças e padrões irreais sobre o próprio corpo.


Embora os estudos de Cash tenham concluído que a maioria dos homens sofre mais do que se imagina com a perspectiva de perder ou a efetiva perda dos cabelos, na opinião do dermatologista Valcinir Bedin, especialista em tricologia (estudo dos cabelos), a situação não é tão dramática, já que sempre haverá uma solução para o problema. "Ao notar os primeiros sinais de queda, cientificamente chamada de alopécia, a primeira coisa a fazer é procurar tratamento. Quanto mais cedo for a providência, melhores serão os resultados estéticos", garante.


O professor de dermatologia Jerry Shapiro, chefe da Clínica de Doenças do Cabelo e do Couro Cabeludo da Universidade de Nova York, concorda com Bedin e acrescenta que a maioria dos casos de calvície pode ser tratada com medicamentos, produtos tópicos e injeções, além de cirurgia: "tudo depende da extensão da perda do cabelo, da idade do paciente e de suas condições econômicas".


"Nos casos de início do quadro, quando há precedentes familiares, pode-se iniciar uma terapia já aos 14 anos de idade", completa Bedin. Em 15% dos casos, a calvície pode começar aos 18 anos de idade, mas a maioria dos homens começa a ter o problema entre os 22 e 24 anos. Aos 35 anos, dois terços deles vivenciam perda considerável de seus cabelos e, aos 50 anos, esse percentual sobe para 85%.

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

Democratas assumem controle das duas casas do Congresso dos EUA

INTERNACIONAL

Democratas assumem controle das duas casas do Congresso dos EUA

Partido conquistou maioria na Câmara e no Senado; resultado muda a relação entre Legislativo e governo Trump

Polícia Civil apura confusão que deixou dois idosos feridos em aldeia

TAUNAY

Polícia Civil apura confusão que deixou dois idosos feridos em aldeia

Ocorrência mobilizou equipe da PM de Aquidauana; versões sobre o início da discussão são divergentes

Voltar ao topo

Logo O Pantaneiro Rodapé

Rua XV de Agosto, 339 - Bairro Alto - Aquidauana/MS

©2026 O Pantaneiro. Todos os Direitos Reservados.

Layout

Software

2
Entre em nosso grupo